Tabela periódica e aprendizagem: uma análise da construção de enunciados em avaliações escritas
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v8i21.17998Palabras clave:
Avaliação da Aprendizagem, Ensino de Ciências, Prova escrita, Tabela PeriódicaResumen
A avaliação da aprendizagem é conceituada, na literatura especializada, como um mecanismo regulador e orientador das práticas educativas. Pesquisas revelam que a prática avaliativa implementada no ensino de ciências tem como protagonista, normalmente, a prova escrita, atuando como um instrumento classificatório, excludente e elitista. Dessa forma, a presente pesquisa teve como objetivo central traçar um panorama analítico dos enunciados propostos em questões de provas escritas de química elaboradas por uma amostragem de professores de Ciências do 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas municipais. A pesquisa, de cunho qualitativo, utilizou-se dos preceitos da análise documental para verificar o formato pedagógico dos enunciados das questões que trataram sobre tabela periódica, tendo como referencial Neus Sanmartí e Iván Marchán-Carvajal (2014). Os resultados da pesquisa evidenciaram que os enunciados elaborados pelos sujeitos da pesquisa são do tipo tradicional, configurando-se, em sua maioria, de forma fechada e perpassando pelas três subcategorias estabelecidas pelo referencial teórico (Mnemônica 63,64%, Pseudoinovadora 27,27%, Pseudoinformativa 9,09%). Nesse contexto, a verificação da aprendizagem, sobre tabela periódica, torna-se tradicional, evidenciando a memorização como ponto-chave do processo. Ressalta-se a necessidade de discussão e formação pedagógica para rompimentos de visões simplistas acerca da avaliação da aprendizagem sobre todo o conhecimento de química, principalmente naqueles que compilam informações básica dessa área, como no caso da tabela periódica
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