A recontextualização do Programa Mais Educação São Paulo operada por formadores e professores de Matemática
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v6i16.18023Palabras clave:
Programa Mais Educação São Paulo, Políticas, Interdisciplinaridade, Docência Compartilhada, Trabalho Colaborativo de AutoriaResumen
A presente pesquisa está inserida no contexto das Políticas Públicas Educacionais e apresenta
uma investigação sobre o processo de implementação da reorganização curricular denominada
Programa Mais Educação São Paulo nos anos finais do Ensino Fundamental das escolas
municipais paulistanas, em especial as mudanças que afetaram o trabalho de formadores e
professores de Matemática. Para tanto, formulamos a seguinte questão de pesquisa: de que
maneira formadores e professores de Matemática da Rede Municipal de Ensino de São Paulo
recontextualizaram os textos que circulam no Programa Mais Educação São Paulo para as
práticas pedagógicas? Os objetivos foram: identificar princípios das mudanças curriculares
propostas pelo Programa Mais Educação São Paulo para os anos finais do Ensino
Fundamental, especialmente no que diz respeito à interdisciplinaridade, à docência
compartilhada e ao Trabalho Colaborativo de Autoria; e analisar como formadores e
professores de Matemática recontextualizaram os textos acerca da interdisciplinaridade, da
docência compartilhada e do Trabalho Colaborativo de Autoria para suas práticas pedagógicas.
Como aporte teórico, recorremos às Teorias de Currículo a partir de Silva para compreender
as correntes tradicional, crítica e pós-crítica do Currículo e que estão subjacentes às concepções
de currículo presentes nas propostas curriculares, e a teoria de Basil Bernstein,
particularmente a Teoria do Dispositivo Pedagógico, recorrendo aos conceitos de
recontextualização pedagógica e prática pedagógica. Adotamos a metodologia de pesquisa
qualitativa com cunho dedutivointerpretativo que nos permitiu a elaboração das categorias
analíticas. Os resultados da tese indicam que, quando o discurso da interdisciplinaridade é
movido para a prática pedagógica, formadores e professores de Matemática revelam lacunas
de ordem conceitual e metodológica para efetivar um trabalho interdisciplinar, bem como
dificuldades em dialogar com colegas de outras áreas e preocupação em cumprir o currículo
prescrito. Sobre a docência compartilhada, os sujeitos afirmam que essa proposta de mudança
esbarra em fatores de organização das escolas, como a falta de professores, além de se
constituir como uma nova forma de docência que gera insegurança e medo. Por fim, os
formadores e professores de Matemática referem-se ao Trabalho Colaborativo de Autoria como
um dos aspectos da reorganização curricular que se consolidou nas práticas pedagógicas e
adquiriu significados de intervenção social e transformação tanto para professores como para
alunos.
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