Rompendo “Gaiolas Epistemológicas” na EJA: diálogos na perspectiva do Programa Etnomatemática

Autores

  • Cristiane Coppe de Oliveira Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml
  • Mônica Ribeiro Peixoto do Nascimento Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml
  • Cinara Ribeiro PeixotoRibeiro Peixoto Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.22481/cpp.v9i24.17628

Resumo

Esta pesquisa retrata uma intervenção elaborada e vivenciada juntamente a estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola pública municipal de Uberlândia/MG. São articuladas duas práticas: a produção de desodorante natural e a produção de sabão artesanal a partir do óleo reutilizado, utilizando uma analogia das fases da lua, de Vergani (2000), com as etapas do projeto. Permeando as teorizações do Programa Etnomatemática de D’Ambrosio (2018), a pesquisa surgiu a partir da necessidade de recursos financeiros por conta das instabilidades profissionais em decorrência da pandemia da covid-19, e configura-se como uma proposta em executar práticas pautadas em uma análise crítica sobre as questões ambientais, de modo a envolver os estudantes na mudança de atitudes relacionadas ao meio ambiente e instituir a coletividade e cooperação. Desse modo, tem-se como objetivo geral possibilitar a constituição de saberes na produção de desodorante natural e sabão artesanal com estudantes da EJA, buscando interfaces entre a Matemática e a Educação Ambiental, na perspectiva do Programa Etnomatemática. A investigação revelou que as iniciativas propostas se estabeleceram firmemente nesta unidade escolar como um projeto consolidado. Os estudantes demonstram apreciação por abordagens de aprendizagem diversas, evidenciando interesse em atividades aplicáveis ao cotidiano e alinhadas à realização de suas expectativas, atendendo às suas inquietações. O projeto está em execução desde o ano de 2021 e, atualmente, serve como fonte de recursos para a realização de atividades adicionais com os estudantes, como visitas semestrais ao cinema, passeios técnicos e eventos de formatura.  

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Referências

D’Ambrosio, U. Etnomatemática: Arte ou técnica de explicar e conhecer. São Paulo: Editora Ática, 1990.

Monteiro, A.; Junior, P. G. A matemática e os temas transversais. São Paulo: Moderna, 2001.

Singer, P. A Economia Solidária como ato pedagógico. In: KRUPPA, S. M. P. (Org.). Economia Solidária e Educação de Jovens e Adultos. Brasília: Inep, 2005. 104p.

Vergani, T. Educação Etnomatemática: o que é? Lisboa: Pandora Edições, 2000.

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Publicado

2024-08-30

Como Citar

COPPE DE OLIVEIRA, Cristiane; RIBEIRO PEIXOTO DO NASCIMENTO, Mônica; RIBEIRO PEIXOTORIBEIRO PEIXOTO, Cinara. Rompendo “Gaiolas Epistemológicas” na EJA: diálogos na perspectiva do Programa Etnomatemática. Com a Palavra, o Professor, [S. l.], v. 9, n. 24, p. 165–179, 2024. DOI: 10.22481/cpp.v9i24.17628. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/cpp/article/view/17628. Acesso em: 20 maio. 2026.