Estudo etnomatemático das representações de sinais de uma pessoa surda aplicada na prática da confeitaria
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v9i24.17632Resumo
Este artigo tem como objeto enfatizar a relação entre etnomatemática e cultura surda para compreensão dos saberes e fazeres que influenciam a construção da linguagem e pensamento matemático de uma pessoa surda na prática da confeitaria. Deste modo, delimitou-se como objetivo geral compreender as implicações da educação familiar e escolar no desenvolvimento da linguagem e pensamento etnomatemático de uma pessoa surda, no contexto da produção de bolos confeitados em Amarante do Piauí. Para os objetivos específicos, buscou-se refletir sobre a construção desses conhecimentos etnomatemáticos e de seus etnomodelos. Para sua consecução, realizou-se um estudo de abordagem qualitativa, por meio de pesquisa bibliográfica em base de dados abertos disponíveis na internet, como, periódicos, repositórios e diretórios especializados. Ademais, foi realizada uma pesquisa de campo mediante entrevista (tradução para língua de sinais/gestuais), observação direta e registro audiovisual com smartphone. O estudo possibilitou o mapeamento de artefatos utilizados para fazer quantificações, contagens e medições (pinceladas, tampa e forma) e os artefatos que a confeiteira faz uso para realizar as medições, utilizando-se dois copos em tamanhos diferentes, o primeiro copo de 600 ml e o segundo copo de 250 ml, que correspondem às unidades básicas de medidas de volume, respectivamente. Partindo do uso dos copos, utiliza-se também os dedos das mãos para indicar a quantidade de materiais para a produção da massa do bolo médio, sendo eles o trigo, açúcar e água.
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