Inteligência Artificial nas aulas de Matemática: uma discussão sob a ótica da Teoria Histórico-Cultural
DOI:
https://doi.org/10.22481/cpp.v11i27.19215Palavras-chave:
Mediação, Instrumento cultural, Internalização, ZDP, Formação das ações mentais e dos conceitosResumo
Este artigo configura-se como um ensaio de natureza teórico-conceitual pautado no método histórico-dialético, dedicando-se à apreensão e reconstrução do movimento lógico-histórico do fenômeno estudado. Analisa-se a integração da Inteligência Artificial (IA) no ensino da Matemática sob a perspectiva da Teoria Histórico-Cultural (THC). Argumenta-se que a IA, compreendida como um instrumento cultural inserido na realidade dos estudantes, demanda uma abordagem pedagógica consciente e planejada para promover um aprendizado significativo. O estudo explora o papel do professor como mediador essencial, responsável por conectar as potencialidades tecnológicas ao universo cultural dos estudantes e aos objetivos curriculares. Conceitos fundamentais como a Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) e o processo de internalização são discutidos para demonstrar como a IA pode oferecer desafios acessíveis e estimular a formação de funções psicológicas superiores. Propõe-se, por fim, a Teoria da Formação Planejada por Etapas das Ações Mentais e dos Conceitos como modelo para estruturar atividades que garantam a apropriação consciente do conhecimento matemático. Conclui-se que a integração da IA na Educação Matemática é um campo promissor que demanda uma visão do estudante como ser histórico e culturalmente situado.
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