Um Estudo Funcionalista-Neurocognitivo com fMRI: evidências da complexidade metafórica ( A Functionalist-Neurocognitive Study with fMRI: Evidence of Metaphorical Complexity)
DOI:
https://doi.org/10.22481/el.v23i1.18346Palavras-chave:
Metáfora situada; Funcionalismo; Cognição; Neurociências; Mapeamento cerebralResumo
Este estudo tem por objetivo discutir a interface entre funcionalismo, cognição e neurociências, destacando como técnicas de mapeamento cerebral, especialmente a fMRI, ampliam a compreensão do processamento metafórico na linguagem (Dehaene, 2013). A pesquisa utilizou um equipamento de 7 Teslas para analisar quatro padrões metafóricos situados (Vereza, 2013), aplicados a participantes cegos congênitos e videntes típicos, considerando princípios funcionalistas como marcação e complexidade (Givón, 1995; Lima-Hernandes, 2024). Os resultados contrariaram expectativas teóricas: ditados populares (Padrão IV), considerados mais pesados informacionalmente, foram reconhecidos mais rapidamente e com maior acurácia, enquanto expressões cotidianas ambíguas (Padrão III) apresentaram maior dificuldade de identificação. Esses achados revelam discrepâncias entre complexidade ensinada e complexidade percebida, evidenciando que atenção, experiência sociocultural e repertório pragmático modulam a recepção metafórica. Portanto, modelos didáticos e análises linguísticas devem reavaliar suposições sobre processamento, incorporando evidências neurocientíficas.
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