Avaliação dos teores de fenólicos totais e do potencial antioxidante durante a produção de cerveja artesanal
DOI:
https://doi.org/10.22481/exon.v12i2.20615Palavras-chave:
cerveja artesanal, lupulagem, mosturação, compostos fenólicos, flavonoides, potencial antioxidanteResumo
As cervejas são bebidas fermentadas, fontes de compostos fenólicos e flavonoides, com reconhecida função antioxidante. O objetivo deste trabalho foi determinar os teores totais destes compostos e o potencial antioxidante ao longo de diferentes etapas de produção da cerveja artesanal. As análises foram realizadas por método espectrofotométrico, sendo analisados: dois tipos de malte de cevada (all grain e dry malt extract), diferentes técnicas de extração do lúpulo, duas cepas de Saccharomyces cerevisiae (US05 -neutra e WB06-fenólica) e três gravidades específicas para cada mosto 1,03 g/mL, 1,06 g/mL e 1,09 g/mL. O dry malt extract apresentou maiores teores de flavonoides e fenólicos totais quando comparado ao all grain, sem diferença significativa para o potencial antioxidante. Os extratos de lúpulo obtidos por cocção durante 10 e 60 min apresentaram os maiores teores de flavonoides, fenólicos e potencial antioxidante. De modo geral, o produto da fermentação da levedura fenólica apresentou teores superiores de flavonoides, quando em mosto de baixa e média gravidade, no entanto, o fermento neutro em mosto de média gravidade gerou teores superiores de compostos fenólicos. Além da matéria-prima utilizada, as variáveis envolvidas na mosturação, lupulagem e fermentação afetam significativamente os teores de compostos bioativos e potencial antioxidante em cerveja.
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