Utilização do urucum pelos indígenas Terena do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul: divulgação de saberes tradicionais e científicos
DOI:
https://doi.org/10.22481/exon.v9i1.20443Palabras clave:
Urucum, prática cultural, povo TerenaResumen
Este estudo teve como objetivo divulgar alguns conhecimentos tradicionais e científicos relacionados à
utilização do Urucum pelo povo Terena presente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Trata-se de um
estudo etnográfico, cuja abordagem é qualitativa, foi realizado durante os anos de 2014 e de 2015. Além
das observações a campo, com intuito de coletar maiores informações, foram realizadas entrevistas com
as pessoas que detém domínio amplo da cultura. O estudo permitiu constatar características biológicas
do urucum, como os aspectos das flores, folhas, sementes e tronco. Foram descritos aspectos como a
extração de pigmentos, a alimentação e a medicina tradicional. Também foram descritas as pinturas
corporais utilizadas pelos indígenas Terena, bem como a diferença de procedimentos nos dois estados.
Foi constatado que algumas aldeias do Mato Grosso do Sul já não têm o costume de usar o urucum na
pintura corporal, o que é bastante preocupante. O estudo dessa planta permitiu estabelecer relações entre
a cultura e os aspectos científicos que podem ser explorados pelo ensino de ciências, de maneira a
possibilitar um diálogo entre esses conhecimentos. Logo, acredita-se que a divulgação desses
conhecimentos tradicionais seja importante meio para o fortalecimento da cultura indígena, que pode
buscar o conhecimento científico de maneira a não perder sua identidade.
Descargas
Citas
ALVES, R. W. Extração de corantes de urucum por processos adsortivos utilizando argilas comerciais e Colloidal Gas Aphrons. Tese de doutorado. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química do Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2005.
ANGROSINO, M. Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed, 2009. (Coleção pesquisa qualitativa).
BITTENCOURT, C. M.; LADEIRA, M. G. A história do povo Terena. / Circe Maria Bittencourt, Maria Elisa Ladeira. Brasília: MEC, 2000.
BRASIL. Lei Nº 11.645, de 10 de março de 2008. Brasília: Diário Oficial da União, 11 de março de 2008b. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm Acesso em: 20 fev. 2016.
CAMPOS, D. D. O uso do urucum pelo povo Terena. 2016. 30 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Licenciatura em Ciências Matemáticas e da Natureza. Faculdade Intercultural Indígena. Universidade do Estado de Mato Grosso. Barra do Bugres-MT: UNEMAT, 2016.
CASTRO, C. B.; MARTINS, C. S.; FALESI, I. C.; NAZARE, R. F. R.; KATO, O. H.; BENCHIMOL, R. L.; VENTURIERI, M. M. A Cultura do Urucum. 2. ed. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica, 2009.
COSTA, C. L.; CHAVES, M. H. Extração de pigmentos das sementes de Bixa orellana L.: uma alternativa para disciplinas experimentais de química orgânica. Revista Química Nova, V. 28, N. 1, 149-152, 2005.
FILGUEIRAS, T. S.; PEIXOTO, A. L. Flora e vegetação do Brasil na Carta de Caminha. Acta Botanica Brasílica (Impresso), Brasil, v. 16, n.3, p. 263-272, 2002.
GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas/EAESP/FGV, São Paulo, Brasil, 1995.
JESUS, Y. L.; LOPES, E. T.; COSTA, E. V. Descobrindo as Ciências na Cultura Indígena: Pinturas Corporais. Revista Curiá: Múltiplos Saberes (Online), v. 01, p. 01-06, 2015.
IBGE/FUNAI. O Brasil indígena. 2010. Disponível em: http://indigenas.ibge.gov.br/ Acesso em: 21 fev. 2016.
ISA - Instituto Socioambiental. Povos Indígenas no Brasil: 1991-1995. São Paulo, Brasil, ISA, 1996: 871.
PINTO, A. C. Corantes Naturais e Culturas Indígenas. Apostila do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2008. Disponível em: https://www.yumpu.com/pt/document/view/12750724/corantes-naturais-e-culturas-indigenassociedade-brasileira-de- Acesso em: 13 fev. 2016.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2018 Exatas Online

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Você é livre para:
Compartilhar - copia e redistribui o material em qualquer meio ou formato; Adapte - remixe, transforme e construa a partir do material para qualquer propósito, mesmo comercialmente. Esta licença é aceitável para Obras Culturais Livres. O licenciante não pode revogar essas liberdades, desde que você siga os termos da licença.
Sob os seguintes termos:
Atribuição - você deve dar o crédito apropriado, fornecer um link para a licença e indicar se alguma alteração foi feita. Você pode fazer isso de qualquer maneira razoável, mas não de uma forma que sugira que você ou seu uso seja aprovado pelo licenciante.
Não há restrições adicionais - Você não pode aplicar termos legais ou medidas tecnológicas que restrinjam legalmente outros para fazer qualquer uso permitido pela licença.


