Implementação do ensino de música em Classes Hospitalares de Salvador (2008-2024)
DOI:
https://doi.org/10.22481/poliges.v7i1.19518Palavras-chave:
Burocracia de nível de rua, Classe hospitalar, Ensino de músicaResumo
Neste artigo analisa-se o percurso de implementação do ensino de Música nas classes hospitalares da Rede Municipal de Educação de Salvador (2008-2024). Adotando uma perspectiva bottom-up da implementação de políticas públicas, examina-se como professores de música, atuando como burocratas de nível de rua, exerceram discricionariedade para adaptar a política nacional de ensino de Música na Educação Básica ao contexto hospitalar, onde não havia diretrizes específicas. A consolidação da proposta envolveu a criação de metodologias próprias, adaptação de materiais didáticos, aquisição de instrumentos adequados aos diferentes espaços e desenvolvimento de formas específicas de planejamento e avaliação configurando uma “política de fato” ajustada à realidade local. A compreensão da cultura organizacional dos hospitais e a mediação de pedagogos e profissionais da Saúde se mostraram determinantes para o êxito da iniciativa. Ao longo da execução da política, observa-se que as concepções dos atores hospitalares valorizam crescentemente a música como parte integrante da formação de pessoas em situação de adoecimento. O estudo contribui para a literatura sobre implementação de políticas educacionais e para a formação de profissionais interessados na interface entre Educação, Saúde e Arte.
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