Formação continuada na EPJAI em Caxias-MA: fagulhas entre obediência e resistência pedagógica
DOI:
https://doi.org/10.22481/poliges.v7i1.19569Palavras-chave:
Alfabetizadoras EPJAI, Formação continuada, Obediência e resistência PedagógicaResumo
Este artigo é parte dos resultados de nossa pesquisa de mestrado vinculada ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A aproximação com o objeto foi motivada pelas nossas vivências familiares e proximidades com amigos/as que sofrem com a violação de direitos básicos, a exemplo do acesso à educação, fato esse que nos instigou em nossa trajetória acadêmica a pesquisar sobre a Alfabetização de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas (EPJAI). Nesse sentido, buscamos evidenciar a obediência e a resistência pedagógica das alfabetizadoras de pessoas jovens, adultas e idosas da EPJAI no município de Caxias-MA. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa realizada em oito escolas com 12 alfabetizadoras. A pesquisa revela incoerência entre os documentos prescritos que orientam a Formação Continuada das alfabetizadoras e sua materialidade, tendo em vista que anuncia uma formação cunhada pela dialogicidade freiriana, mas que na realidade é guiada pelo controle do sistema sobre o fazer das alfabetizadoras, postura que se alinha ao movimento hegemônico de educação/formação/ alfabetização e coopta a obediência da maioria das alfabetizadoras. No entanto, apesar de todas as forças que concorrem para o controle pedagógico do trabalho das alfabetizadoras, capturamos fagulhas de resistência, entremeando suas intenções pedagógicas e os seus modos de alfabetizar. Compreendemos que ser alfabetizadora sob a égide do controle e com o trabalho precarizado e ainda assim, desenvolver alfabetização que contribua para a cidadania dos educandos é de fato um ato de resistência.
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