Currículo narrativo em ciências da natureza: resistência a desestabilizações disciplinares

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v22i53.20997

Palavras-chave:

disciplina escolar, ensino de ciências, comunidades disciplinares, comunidades epistêmicas, refração curricular

Resumo

O presente artigo é um recorte de uma pesquisa de doutorado que se verteu sobre a reorganização curricular das outrora disciplinas, agora componentes curriculares, Biologia, Física e Química, sob a égide de área de conhecimento, imposta pela Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCCEM). Partindo da premissa que professores constituem comunidades profissionais atreladas às disciplinas escolares por eles ministradas, estabeleceu-se a pergunta de pesquisa mobilizadora: como ficam as identidades docentes desses professores, formados em licenciaturas especializadas frente a esta nova organização curricular? O referencial teórico foi construído em torno dos conceitos de comunidades disciplinares e epistêmicas, em diálogo a perspectivas da história e sociologia do currículo. A abordagem empírica e metodológica ampara-se na perspectiva da pesquisa com narrativa, justapondo-se dimensões macro, meso e micro e utilizando mônadas como dispositivos metodológicos. Seis professores foram entrevistados e dois documentos foram analisados: a Base Nacional e o Currículo Paulista Etapa Ensino Médio de 2020. A análise documental e biográfica indica que o agenciamento docente se manifesta por meio de episódios de refração, nos quais os professores subvertem a prescrição para transformar o currículo em um ato criativo de preservação do conhecimento escolar especializado. Conclui-se que a configuração de uma comunidade epistêmica de Ensino de Ciências favorece o entrecruzamento de fronteiras locais e cosmopolitas, ressignificando as tradições disciplinares de modo resistivo e inventivo às tensões promovidas pela prescrição estabelecida.

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Biografia do Autor

Paola Fernanda Guidi Meneghin de Oliveira, Serviço Social da Indústria de São Paulo

Doutora em Ensino de Ciências e Matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 2024); Professora de Ciências, Robótica e Biologia no Serviço Social da Indústria de São Paulo (SESI-SP), Americana, SP.

Contribuição de autoria: conceitualização; investigação; metodologia; curadoria de dados; análise formal; redação e escrita – rascunho original; redação e escrita – revisão e edição.

Maria Inês Petrucci-Rosa, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Livre Docente na área de Educação Escolar, Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da UNICAMP, Membro representante da categoria MS5, professor associado, na Congregação da Faculdade de Educação da Unicamp. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Práticas Curriculares e Filosofia da Educação em Ciências (GEPraFEC).

Contribuição de autoria: conceitualização; análise formal; metodologia; supervisão; redação e escrita – revisão e edição; validação.

 

 

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Publicado

09-10-2026

Como Citar

OLIVEIRA, Paola Fernanda Guidi Meneghin de; PETRUCCI-ROSA, Maria Inês. Currículo narrativo em ciências da natureza: resistência a desestabilizações disciplinares. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 22, n. 53, p. e20997, 2026. DOI: 10.22481/praxisedu.v22i53.20997. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/20997. Acesso em: 10 out. 2026.

Edição

Seção

Seção temática - Acontecimentos curriculares em Ciências e Educação Matemática