Saberes necessários à formação docente: discursos sobre educação inclusiva
DOI:
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v21i52.17532Palavras-chave:
educação, inclusão, concepções docentesResumo
Este artigo refere-se a pesquisa de pós-doutorado em educação, integrado a rede de pesquisa nacional e internacional que desenvolve a investigação “Violência Escolar: discriminação, bullying e responsabilidade”, com recursos do CNPq, Edital Cidadania, Violência e Direitos Humanos, processo nº. 442702/2016-7 tendo por questão central a identificação das concepções de docentes atuantes em sala de aula com estudantes em situação de inclusão considerando sua formação inicial e continuada. O referencial teórico-metodológico adotado foi a Teoria Crítica da Sociedade de Theodor Adorno que problematiza categorias como autonomia, emancipação, democracia, práxis e experiência, assim como os pressupostos teóricos de Michel Foucault, ao focalizar a relação poder-saber instituída na gestão e/ou gerenciamento da vida, a denominada governamentalidade. O lócus da pesquisa foi uma escola pública de Niterói/RJ, tendo como objeto de análise os dados obtidos nas entrevistas semiestruturadas, com docentes que atuam na Educação Básica, além dos documentos oficiais que subsidiam a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva. Os resultados obtidos evidenciaram que a inclusão ainda é entendida de forma reducionista, como sinônimo de adaptações pedagógicas e/ou estruturais, evidenciando um pensar e agir docente heterônomo pautado em práticas pedagógicas tecnicistas e prescritivas. A deficiência ainda é interpretada pelos docentes como um misto de impossibilidade orgânica e improdutividade social denotando, outrossim, uma cisão entre teoria e práxis.
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