Do sujeito moderno ao empreendedor de si mesmo: produções, saberes e corrosões em uma breve ontologia de nós mesmos

Authors

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v19i50.12979

Abstract

Esse artigo pretende fazer uma crítica histórica e teórica partindo de uma reflexão localizada entre a formação do sujeito moderno e do sujeito empreendedor de si mesmo. Através desta breve ontologia de nós mesmos, iremos percorrer o caminho que nos trouxe até este tempo histórico do neoliberalismo. Para tal, discutiremos as relações saber/poder e os mecanismos de transformação e de produção do sujeito moderno numa sociedade disciplinar – em um capitalismo industrial de modelo fordista; sua condição pós-moderna numa sociedade de controle, em um regime de produção pós-fordista; até a sua atualidade dentro do paradigma empreendedor. O objetivo, portanto, é fazer um diagnóstico de nosso tempo elaborando uma crítica negativa à razão neoliberal diante daquilo que acreditamos ser: um período histórico onde mais está em jogo os processos de destruição e de corrosão do sujeito e dos campos de subjetividade em sua lógica empreendedora, do que a sua produtividade.

Downloads

Download data is not yet available.

References

DARDOT, Pierre; LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. Tradução de Mariana Echalar. São Paulo: Boitempo, 2016.

DELEUZE, Gilles. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: DELEUZE, Gilles. Conversações (1972-1990). Tradução de Peter Pál Pelbart. 2. ed. São Paulo: Ed. 34, 2010.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução de Aurélio Guerra Neto et al. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1996. v. 3. (Coleção TRANS).

FELDENS, Dinamara Garcia. Cartografias da ditadura e suas moralidades: os seres que aprendemos a ser. Maceió: EDUFAL, 2008.

FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). Tradução de Maria Ermantina Galvão. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005. (Coleção Tópicos).

FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população: curso dado no Collège de France (1977-1978). Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008a.

FOUCAULT, Michel. O nascimento da biopolítica: curso no Collège de France (1978-1979). Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008b.

FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 42. ed. Petrópolis: Vozes, 2014.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Organização, introdução e revisão técnica de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017.

HALL, Stuart. Nascimento e morte do sujeito moderno. In: HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. Petrópolis: Vozes, 2015.

HAN, Byung-Chul. Psicopolítica: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Tradução de Maurício Liesen. 7. ed. Belo Horizonte: Âyiné, 2020.

HOBSBAWM, Eric J. O século: vista aérea. In: HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Tradução de Marcos Santarrita. Revisão técnica de Maria Célia Paoli. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções (1789-1848). Tradução de Maria Tereza Teixeira e Marcos Penchel. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2012.

LAVAL, Christian. A escola não é uma empresa: o neoliberalismo em ataque ao ensino público. Tradução de Mariana Echalar. São Paulo: Boitempo, 2019.

SENNETT, Richard. A cultura do novo capitalismo. Tradução de Clóvis Marques. 7. ed. Rio de Janeiro: Record, 2019.

Published

2023-09-01

How to Cite

CARVALHO, Lucas de Oliveira; FELDENS, Dinamara Garcia. Do sujeito moderno ao empreendedor de si mesmo: produções, saberes e corrosões em uma breve ontologia de nós mesmos. Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 19, n. 50, p. e12979, 2023. DOI: 10.22481/praxisedu.v19i50.12979. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/16229. Acesso em: 26 may. 2026.