Curso de extensión de monitores de lectura: caminos formativos no escolares en el Presidio Baldomero, Alagoas
DOI:
https://doi.org/10.22481/recuesb.v13i24.18749Palabras clave:
Extensión Universitaria, Educación no escolar, Monitores de Lectura, Sistema Penitenciario de Alagoas, Presidio Baldomero.Resumen
El acceso a la educación en contextos de privación de libertad es un derecho fundamental y un instrumento de transformación humana y social. Sin embargo, los procesos formativos de monitores de lectura privados de libertad son escasos, casi inexistentes. En este sentido, el presente artículo presenta una experiencia de extensión universitaria, en el ámbito de la educación no escolar, que aporta evidencias de su importancia para el fortalecimiento de prácticas educativas emancipadoras. En una iniciativa del Grupo de Investigación y Extensión Educación en Prisiones (GPEP), de la Universidad Federal de Alagoas (UFAL), en colaboración con la SERIS, la 16ª VEP y el CCM, se llevó a cabo el Curso de Extensión de Formación de Monitores de Lectura en el Presidio Baldomero, en Maceió-AL. Dicho curso está articulado con el Proyecto “Libros que Liberan”, una iniciativa del Tribunal de Justicia de Alagoas que propone ampliar el acceso a la lectura para personas privadas de libertad en el sistema penitenciario de Alagoas. En este contexto, el curso de extensión tiene como objetivos: ofrecer formación a monitores para la mediación de la lectura con otras personas privadas de libertad, con diferentes niveles de alfabetización; reflexionar críticamente sobre el papel pedagógico, social y político de la lectura en el contexto penitenciario; desarrollar prácticas y estrategias de lectura, así como la organización, registro, conservación y circulación de acervos literarios en las unidades penitenciarias, con atención a la accesibilidad y a la inclusión de personas con discapacidad; fortalecer los principios de corresponsabilidad, respeto y cooperación entre los participantes del proyecto; y estimular la producción y el registro de experiencias lectoras como forma de documentación, memoria y valorización de la acción educativa. Con una carga horaria de 60 horas, el curso combinó talleres, círculos de lectura, estudios orientados, producción de relatos y elaboración de planes de acción, privilegiando metodologías dialógicas, participativas y problematizadoras. El curso evidenció que la formación va más allá del aspecto técnico, ya que fortalece el protagonismo de los monitores, amplía el acceso a la lectura y contribuye a prácticas educativas emancipadoras en el contexto penitenciario. En este sentido, se concluye que la extensión universitaria, en colaboración con instituciones y organismos públicos, reconoce a las personas privadas de libertad como sujetos activos, reafirmando su compromiso social y su papel transformador en espacios históricamente marcados por la negación de derechos.
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