Internacionalização e colaboração em rede nas instituições comunitárias do sistema Acafe: avaliação por níveis de maturidade da Capes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/reed.v6i13.18886

Palavras-chave:

Internacionalização, Instituições comunitárias, Níveis de maturidade Capes

Resumo

Este estudo analisa a internacionalização e a colaboração em rede em Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES) vinculadas ao Sistema Acafe (Associação Catarinense das Fundações Educacionais), utilizando como lente analítica os níveis de maturidade de internacionalização propostos no Guia para Aceleração da Internacionalização Institucional da Capes (2020). Parte-se do entendimento de internacionalização como processo institucional que integra dimensões internacional, intercultural e global ao propósito, às funções e à oferta educacional, deslocando o foco da mobilidade física para a aprendizagem e para a Internacionalização do Currículo e a Internacionalização em Casa. Realizou-se um diagnóstico documental e exploratório por meio de varredura estruturada de dados públicos disponíveis nos websites das 14 IES associadas, incluindo páginas de internacionalização, editais, notícias e descrições de programas, coletados em outubro de 2025. As evidências foram registradas em matriz e codificadas por marcadores de presença/ausência, especificidade e atividade, articuladas a dimensões de compromisso institucional, governança, integração curricular e avaliação. Os resultados indicam um sistema em trajetória de consolidação: nove instituições foram classificadas no Nível 3 (Consolidação) e cinco no Nível 2 (Implementação), sem casos nos níveis 1 ou 4. Entre as estratégias comunicadas publicamente, destacam-se iniciativas de COIL/VE (aprendizagem internacional colaborativa online/mobilidade virtual) e participação em programas de mobilidade virtual em rede, como o e‑Movies, apontando potencial de escala e inclusão para estudantes não móveis. Discute-se que avançar rumo ao Nível 4 exige integração transversal da internacionalização, gestão por metas, transparência de indicadores e mecanismos de disseminação e replicação interna e sistêmica de boas práticas. Conclui-se que, em redes comunitárias, a internacionalização tende a ser mais sustentável quando orientada por pertinência social e quando apoiada por infraestrutura relacional compartilhada, capaz de reduzir assimetrias e ampliar o alcance formativo da internacionalização.

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Biografia do Autor

Jeancarlo Visentainer, Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí

Doutorando em Educação na Universidade Regional de Blumenau (FURB). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior (GEPES). Professor e Coordenador de Relações Internacionais do Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), Rio do Sul

Marcia Regina Selpa Heinzle , Universidade Regional de Blumenau

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Educação pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior (GEPES) da FURB. Docente do PPGE/FURB, Blumenau, SC 

James Dadam, Universidade Regional de Blumenau

Doutor em Ciências Psicológicas e Educação e Mestre em Sociologia e Pesquisa Social pela Università degli Studi di Trento (Itália). Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Superior (GEPES). Docente do PPGE/FURB, Blumenau, SC

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Publicado

2025-12-31

Como Citar

VISENTAINER, Jeancarlo; HEINZLE , Marcia Regina Selpa; DADAM, James. Internacionalização e colaboração em rede nas instituições comunitárias do sistema Acafe: avaliação por níveis de maturidade da Capes. Revista de Estudos em Educação e Diversidade - REED, [S. l.], v. 6, n. 13, p. 1–21, 2025. DOI: 10.22481/reed.v6i13.18886. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/reed/article/view/18886. Acesso em: 9 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos