Pensando em raça na BNCC: uma análise marxista da colonialidade do saber no currículo de química no ensino médio
DOI:
https://doi.org/10.22481/reed.v4i11.14002Abstract
Este trabalho pretendeu fazer uma análise da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino de Ciências, especificamente, o Ensino de Química, em amparos teóricos decoloniais, anticoloniais e marxistas para compreender de que maneira a categoria da raça é pautada no texto deste referido documento curricular. O materialismo histórico-dialético (MHD) foi utilizado como método de pesquisa, e como teoria fundamental na composição do trabalho em seu percurso. O trabalho foi realizado como uma pesquisa documental, tendo os trechos referentes aos direitos humanos e raça dentro da BNCC como corpus de análise textual, analisados à luz do diálogo com categorias como raça, classe e os aspectos históricos e sociais do documento. Assim, o empreendimento aqui elaborado obteve como principais produções: a realização de um levantamento bibliográfico do que se entende do momento histórico da produção da BNCC; a compreensão do documento curricular como uma política que permite a manutenção de uma disposição em que as condenadas e condenados da terra e da classe trabalhadora permaneçam em seus lugares de oprimidos; e a realização de críticas às impossibilidades de se pensar em um currículo para o Ensino de Química, dentro da BNCC, que realmente conduza os indivíduos da classe trabalhadora a uma verdadeira emancipação e superação de suas condições de oprimidas e oprimidos.
Downloads
References
APPLE, M. W. Produzindo diferença: neoliberalismo, neoconservadorismo e a política de reforma educacional. Linhas Crí-ticas, [S. l.], v. 21, n. 46, p. 606–644, 2016.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 11 mai. 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em 22 out. 2022.
CASTRO-GÓMEZ, S.; GROSFOGUEL, R. Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago; GROSFOGUEL, Ramon (orgs). El giro decolonial: reflexiones para uma diversidad epistêmica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores, p. 9-24, 2007.
GUARNIERI, P. V.; LEITE, M. R. V.; CORTELA, B. S. C.; GATTI, S. R. T. História e Filosofia da Ciência na Educação Básica: Reflexões a partir da Base Nacional Comum Curricular. Alexandria: Revista de Educação em Ciência e Tecnologia, Florianópolis, v. 14, n. 2, p. 331-356, 2021.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral - 1º Trimestre de 2023. Rio de Janeiro: IBGE, 2023.
LOPES, A. C. Por um currículo sem fundamentos. Linhas Crí-ticas, [S. l.], v. 21, n. 45, p. 445–466, 2015.
MAGALHÃES, P. Bases anticoloniais para o ensino histórico-crítico de química: primeiras incinerações. Dissertação (Mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências) - Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2023. 392 p.
MARTINS, L. M.; LAVOURA, T. N. Materialismo histórico-dialético: contributos para a investigação em educação. Educar em Revista, Curitiba, v. 34, n. 71, p. 223-239, 2018.
MARX, K. O capital: crítica da economia política: livro I: o processo de produção do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2017.
MECHEIN, M. Z.; VIGANO, S. M. M.; LAFFIN, M. H. L. F. Apontamentos para as pesquisas em educação a partir do materialismo histórico-dialético. Educação em Debate, Fortaleza, v. 40, n. 75, p. 90-103, 2018.
MIGNOLO, W. D. Colonialidade: o lado mais obscuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 94, p. 1-18, 2017.
MOREIRA, A. F. B. Currículo: concepções, políticas e teorizações. In: OLIVEIRA, D. A.; DUARTE, A. M. C.; VIEIRA, L.M.F. DICIONÁRIO: trabalho, profissão e condição docente. Belo Horizonte: UFMG/Faculdade de Educação, 2010. CDROM.NETTO, J. P. Introdução ao estudo do método de Marx. São Paulo: Expressão Popular, 2011. 64 p.
PINHEIRO, B. C. S. Educação em Ciências na Escola Democrática e as Relações ÉtnicoRaciais. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 19, p. 329–344, 2019.
QUIJANO, A. Colonialidade do poder e classificação social. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010, p.73-118.
SANTOS, B. S. Para além do Pensamento Abissal: das lines globais a uma ecologia de saberes. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Orgs). Epistemologias do Sul. São Paulo: Cortez, 2010, p. 23-72.
SAVIANI, D. Sobre a Natureza e a especificidade da educação. Germinal: marxismo e educação em debate, Salvador, v. 7, n. 1, p. 286–293, 2015.
SILVA, F. P.; BALTAR, P.; LOURENÇO, B. Colonialidade do Saber, Dependência Epistêmica e os Limites do Conceito de Democracia na América Latina. Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, [S. l.], v. 12, n. 1, 2018.
SILVA, M. M. da. Crítica à formação de competências socioemocionais na escola. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 22, p. 10-20, 2022.
SIQUEIRA, R. M. Currículo e Políticas Curriculares em Análise na Perspectiva Histórico-Crítica: Ensino Médio e Química em Análise. 1 ed. Curitiba: Editora Appris, 2022, 297 p.
TONET, I. Educação contra o capital. 3 ed. São Paulo: Instituto Lukács, 2016. Disponível em: http://caxias.pege.com.br/gestor/fotos/acervo_digital/eb9c033225.pdf. Acesso em: 22 de out. 2022.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2023 Revista de Estudos em Educação e Diversidade - REED

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
You are free to:
Share - copy and redistribute the material in any medium or format; Adapt - remix, transform, and build from the material for any purpose, even commercially. This license is acceptable for Free Cultural Works. The licensor cannot revoke these freedoms as long as you follow the terms of the license.
Under the following terms:
Attribution - You must appropriately give credit, provide a link to the license, and indicate if any changes have been made. You may do so in any reasonable way, but not in a way that suggests that you or your use is endorsed by the licensor.
There are no additional restrictions - You cannot apply legal terms or technological measures that legally restrict others to make any use permitted by the license.