Desempenho acadêmico e o sono: um estudo com licenciandos do Centro de Formação de Professores (CFP) da UFRB
DOI:
https://doi.org/10.22481/reed.v4i11.14001Abstract
O presente artigo busca compreender a relevância da qualidade do sono na vida acadêmica dos estudantes dos cursos de licenciaturas do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), com foco no seu impacto no desempenho acadêmico e bem-estar geral. Como desdobramento, futuramente, pretendemos promover a problematização e conscientização de práticas saudáveis de sono buscando otimizar o desempenho acadêmico e a qualidade de vida dos estudantes. Nessa perspectiva, a vida universitária para muitos estudantes traz uma série de desafios que afetam a sua saúde física e emocional. Alguns estudos abordam que a sobrecarga das atividades acadêmicas interfere na qualidade do sono, o que influencia diretamente no desempenho acadêmico. Logo, compreender os efeitos de uma rotina intensa e os seus efeitos na qualidade de vida de um graduando é importante. À vista disso, essa pesquisa tem natureza qualitativa, em que a obtenção dos dados foi por meio de um questionário semiestruturado respondido por 63 licenciandos dos cursos de Química, Física, Matemática, Letras, Filosofia, Educação Física e Pedagogia do Centro de Formação de Professores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia CFP-UFRB. A metodologia de análise baseou-se na Análise de Conteúdo, na qual elencamos a priori três categorias temáticas sendo elas: a) impacto do sono no rendimento acadêmico; b) Estratégias para a melhoria da qualidade do sono e c) motivação e envolvimento da comunidade acadêmica para a problemática do sono. De maneira geral, a análise evidencia que a maioria dos participantes se sentem sobrecarregados com suas responsabilidades acadêmicas, propiciando a dificuldade em manter um padrão de sono regular. Essas dificuldades podem ser atribuídas a uma carga acadêmica rigorosa e demais outros fatores tais como, expectativas elevadas em relação ao desempenho acadêmico. Além disso, a maioria dos estudantes afirma nunca ter participado de palestras, eventos ou minicursos sobre o sono, sugerindo assim, a necessidade de mais iniciativas educacionais para abordar esse problema.
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