Ensino de Ciências e Biologia para estudantes surdos: dificuldades e possibilidades nas percepções de professores e de intérpretes de Língua Brasileira de Sinais
DOI:
https://doi.org/10.22481/rid-uesb.v3i1.4438Palabras clave:
Educação de Surdos; Docentes; Intérpretes; Ensino de Ciências.Resumen
O artigo analisa experiências com o ensino de Ciências e Biologia para alunos surdos em escolas públicas na cidade de Jequié-BA, considerando a perspectiva de professores e intérpretes de Libras. Trata-se de uma pesquisa descritiva, qualitativa, desenvolvida em três escolas públicas do referido município (E1, E2 e E3) selecionadas por atenderem alunos surdos matriculados. Esses alunos cursaram as disciplinas de Ciências ou Biologia com o acompanhamento do Intérprete Educacional durante as aulas. Participaram da pesquisa três professores de Ciências (PC1, PC2 e PC3), dois professores de Biologia (PB4 e PB5) e cinco Intérpretes Educacionais (IE1, IE2, IE3, IE4 e IE5); todos esses profissionais atuaram juntos durante o período letivo de 2017. Os resultados apontam como principais dificuldades a falta de formação dos professores, dificuldades dos intérpretes com os conteúdos específicos, e a falta de comunicação entre os professores e intérpretes. Como possibilidades para uma melhor educação dos estudantes surdos apontamos o oferecimento de cursos de Libras para os professores no momento das Atividades Complementares, maior interlocução entre o professor da classe e o intérprete, e uso de metodologias e de recursos tecnológicos mais adequados.
Descargas
Citas
ARAUJO, C. K.; SOUZA, D. M. de; OLIANI, L. H. Dificuldades do intérprete em sala de aula: responsabilidades e influências. Revista Científica UNAR, Araras, v. 11, n. 2, p. 53-68, 2015.
BRASIL. [Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996]. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996.
BRASIL. [Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002]. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 25 abr. 2002.
BRASIL. [Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005]. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 [...]. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 2005.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Censo Escolar 2016: notas estatísticas. Brasília, DF: Inep, 2017.
DAMAZIO, M. F. M. Atendimento educacional especializado: pessoa com surdez. Brasília, DF: SEESP/SEED/MEC, 2007.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, M. M. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
FELTRINI, G. M.; GAUCHE, R. Ensino de ciências a estudantes surdos: pressupostos e desafios. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 6., 2007, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: ABRAPEC, 2007.
FELTRINI, G. M. Aplicação de modelos qualitativos à Educação de Surdos. 2009. 221 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências) – Universidade de Brasília, Brasília, 2009.
FURMAN, M. O ensino de ciências no ensino fundamental: colocando as pedras fundacionais do pensamento científico. São Paulo: Sangari Brasil, 2009.
GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. São Paulo: Plexus, 2002.
KOTAKI, C. S.; LACERDA, C. B. F. O intérprete de língua brasileira de sinais no contexto da escola inclusiva: focalizando sua atuação na segunda etapa do ensino fundamental. In: LACERDA, C. B. F. et al. (orgs.). Língua Brasileira de Sinais: uma introdução. São Carlos: EdUFSCar, 2011.
LACERDA, C. B. F. de. A inclusão escolar de alunos surdos: o que dizem alunos, professores e intérpretes sobre esta experiência. Cadernos Cedes, Campinas, v. 26, n. 69, p. 163-184, maio/ago. 2006.
LACERDA, C. B. F. de; SANTOS, L. F.; CAETANO, J. F. Estratégias metodológicas para o ensino de alunos surdos. In: LACERDA, C. B. F. et al. Língua Brasileira de Sinais: uma introdução. São Carlos: EdUFSCar, 2011.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
MARTINS, L. A. R. Reflexões sobre a formação de professores com vistas à educação inclusiva. In: MIRANDA, T. G.; GALVÃO FILHO, T. A. (orgs.). O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares. Salvador: EDUFBA, 2012. p. 25-38.
MINAYO, M. C. S. (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 21. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
PIMENTEL, S. C. Formação de professores para a inclusão: saberes necessários e percursos formativos. In: MIRANDA, T. G.; GALVÃO FILHO, T. A. (orgs.). O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares. Salvador: EDUFBA, 2012. p. 139-157.
QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais e Língua Portuguesa. Brasília: MEC; SEESP, 2004.
SASSAKI, R. K. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação), São Paulo, ano 12, p. 10-16, mar./abr. 2009.
SOUZA, A. S. Contribuições e limitações da disciplina Libras para a formação de professores de Ciências e Biologia. 2013. 67 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequié, 2013.
VIEIRA, M. I. I. A atuação do intérprete educacional da Libras nas escolas de Ensino Fundamental de Limoeiro do Norte-CE. 2017. 131 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual do Ceará, Limoeiro do Norte, 2017.
