Aprendendo a ser professor de Química: poder e autoridade no estágio supervisionado
DOI:
https://doi.org/10.22481/rid.v2i2.3303Palabras clave:
Estágio Supervisionado; Discurso Pedagógico; Discurso Regulador; Ensino de Química.Resumen
Esse artigo apresenta e discute os resultados de uma pesquisa cujo objetivo principal foi avaliar o estágio supervisionado como espaço e tempo de aquisição de saberes e competências didáticas na formação do professor de química. Baseado na teoria sociolinguística sobre o discurso pedagógico de Basil Bernstein, a pesquisa envolveu o acompanhamento de uma turma de estágio supervisionado de nove licenciandos em química durante a regência em seis escolas públicas do município de Jequié, Bahia. Com base nas observações de suas aulas e em entrevistas semiestruturadas, analisamos dois aspectos de suas práticas pedagógicas associados com o exercício do poder e da autoridade em sala de aula. Os aspectos investigados foram a organização dos espaços e a relação de comunicação entre professor e alunos. Os resultados apontaram que embora os licenciandos consigam estabelecer relações sociais que permitem a mobilidade e a aproximação física com os estudantes, as relações de comunicação são marcadamente verticais, com pouca participação espontânea dos aprendizes no diálogo de sala de aula.
Descargas
Citas
AFONSO, M.; MORAIS, A. M.; NEVES, I. P. Contextos de formação de professores: estudos de características sociológicas específicas. Revista de Educação, [S. l.], v. 11, n. 1, p. 129-146, 2002.
AFONSO, M.; NEVES, I. P.; MORAIS, A. M. Processos de formação e sua relação com o desenvolvimento profissional dos professores: um estudo sociológico no 1º ciclo do ensino básico. Revista de Educação, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 5-37, 2005.
BERNSTEIN, B. Pedagogy, symbolic control and identity: theory, research, critique. Revised edition. Boston: Rowman & Littlefield, 2000.
BERNSTEIN, B. La estructura del discurso pedagógico: clases, códigos y control (Vol. IV). 4. ed. Madrid: Morata, 2001.
DURKHEIM, Émile. Educación y pedagogía: ensayos y controversias. Buenos Aires: Losada, 1998.
GUILLOTE, A. Violencia y educación: incidentes, incivilidades y autoridad en el contexto escolar. Buenos Aires: Amorrortu, 2003.
MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de Química. 3. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2006.
MORAIS, A. M.; NEVES, I. P. Processos de intervenção e análise em contextos pedagógicos. Educação, Sociedade & Culturas, [S. l.], n. 19, p. 49-87, 2003.
PIRES, D. M. Prática Pedagógicas Inovadoras em Educação Científica: estudo no 1º ciclo do ensino básico. 2001. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2001.
RAMOS, M. N. O estudo de saberes profissionais na perspectiva etnográfica: contribuições teórico-metodológicas. Educação em Revista, [S. l.], v. 30, n. 4, p. 105-125, 2014.
ROSA, R. T. D.; VEIT, M. H. D. Estágio docente: análise de interações sociais em sala de aula. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 36, n. 1, p. 295-316, 2011.
SANTOS, B.; SANTOS, B. F. A aquisição de saberes e competências didáticas no estágio supervisionado da formação do professor de Química: um estudo baseado nas regras discursivas. Enseñanza de las Ciencias, [S. l.], v. Extra, p. 2343-2348, 2017.
SILVA, T. T. Das teorias tradicionais às teorias críticas. In: SILVA, T. T. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.
