Gritos no Silêncio: "A Benfazeja", de Guimarães Rosa
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v15i1.13779Palavras-chave:
Primeiras estórias, Guimarães Rosa, Silêncios, ‘A Benfazeja’, Literatura BrasileiraResumo
Partindo da premissa de que os silêncios permeiam toda e qualquer espécie artística, objetiva-se neste artigo abordar a questão das construções de silêncio e assinalar algumas possibilidades de sentido que se encontram presentes, sob diversos vieses, no conto ‘A Benfazeja’, que compõe o livro Primeiras estórias, de Guimarães Rosa (1985). A tessitura artística compele o pesquisador a buscar pela essência que repousa em fatos expostos ou encobertos nessa narrativa impregnada de detalhes e informações implícitas. As imagens desenhadas, os fatos, as ações, as reações das personagens e as circunstâncias vivenciadas por elas, acabam por revelar fontes de múltiplos significados que residem na profusão dos silêncios. As discussões ancoram-se em trabalhos relacionados ao silêncio empreendidos por George Steiner (1988), Eni Orlandi (2007), Michele Perrot (2005), Tofalini (2020), entre outros estudiosos. Espera-se contribuir com as pesquisas sobre as ocorrências de silêncio que se apresentam na arte e na vida.
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