O espaço do sótão como um lugar de alteridade: uma reflexão sobre a articulação dos elementos góticos nos tempos pós-modernos
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v16i1.18106Palavras-chave:
Convenção gótica, Pósmodernismo, Alteridade, Limites, SegredoResumo
No presente artigo, busco compreender a abrangência do espaço imaginário do sótão em sua relação com as questões da alteridade em seus aspectos culturais. Refiro-me às obras de Sandra Gilbert, Susan Gubar, Edward Said, assim como aos autores da desconstrução. Associado à exclusão, mas também a um reverso da vida mundana, o sótão permite uma elaboração dos elementos da aparência e da história do sujeito, entrando em contato com a teoria lacaniana do estágio do espelho. Crítico dos valores ocidentais, o sótão gótico se mostra próximo da imobilidade, da ineficiência e do segredo. Por outro lado, esse espaço se reveste de características de uma estase, um dinamismo interior e uma vida própria. Ressaltando a importância do segredo e dos limites na vida humana, assim como o caráter especificamente ficcional da verdade gótica, o espaço do sótão confirma sua relação com a experiência da alteridade. Mais recentemente, o espaço do sótão aponta para o poder assimilativo da indústria cultural.
Downloads
Referências
Bachelard G. Earth and the Reveries of Repose: An Essay on Images of Interiority. Dallas: The Dallas Institute Publications; 2011.
Bedford Clark W. Blue Norther and Other Poems. Huntsville: Texas Review Press; 2010.
Bettelheim B. The Uses of Enchantment: The Meaning and Importance of Fairy Tales. New York: Vintage Books; 2010.
Brüder Grimm. Die Märchen. Munich: Wilhelm Goldman; 1959.
Davison CM. Ghosts in the Attic: Gilbert and Gubar’s The Madwoman in the Attic and the Female Gothic. In: Federico RA (Org.). Gilbert & Gubar’s The Madwoman in the Attic: After Thirty Years. Columbia: University of Missouri Press; 2009. p. 203-216.
Derrida J. Genèses, généalogies, genres et le génie: Les secrets de l’archive. Paris: Galilée; 2003.
Gardner S, Wright W (Orgs.). The Southern Poetry Anthology: South Carolina. Huntsville: Texas Review Press; 2007.
Gilbert S, Gubar S. The Madwoman in the Attic: The Woman Writer and the Nineteenth-Century Literary Imagination. New Haven: Yale University Press; 2000.
Janion M. Wampir: Biografia symboliczna. Gdańsk: słowo/obraz terytoria; 2023.
Lyotard JF. Peregrinações: Lei, Forma, Acontecimento. Tradução de M. Appenzeller. São Paulo: Estação Liberdade; 2000.
Maffesoli M. A República dos Bons Sentimentos. Tradução de A. Goldberg. São Paulo: Iluminuras; 2009.
Mirbeau O. Vincent van Gogh. In: Lichtenstein J (Org.). A pintura 1: O mito da pintura. Tradução de M. Costa. São Paulo: Editora 34; 2004. p. 147-159.
Morrison T. Sula. Tradução de D. Landsberg. São Paulo: Companhia das Letras; 2021.
Nikola-Wren M. Poems from the Attic. [s.l.]: Luminarium; 2019.
Rice A. The Witching Hour. New York: Ballantine Books; 1993.
Sánchez-Santos B, Aguirre M. The Grammar of a Genre. In: Bloom C (Org.). The Palgrave Handbook of Gothic Origins. London: Palgrave Macmillan; 2021. p. 73-94.
Taylor ER. Late Leisure. Baton Rouge: Louisiana State University Press; 1999.
Teixeira F. A dimensão espiritual do diálogo inter-religioso. Tempo Bras. 2010; (183): 45-56.
Tischner J. Chochoł sarmackiej melancholii. In: Kozień M, et al (Orgs.). Hawaikum: W poszukiwaniu istoty piękna. Cracóvia: Wydawnictwo ASP; 2015. p. 13-25.
Vicentini de Azevedo A. A metáfora paterna na psicanálise e na literatura. Brasília: EUnb; 2001.
Williams A. Art of Darkness: A Poetics of Gothic. Chicago: The University of Chicago Press; 1995.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 fólio - revista de letras

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.