LUAMANDA E SUAS “SETE FACES”: UM OLHAR SOBRE O CONTO “LUAMANDA” DE CONCEIÇÃO EVARISTO
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v11i1.5389Palavras-chave:
Literatura, Mulher(es), Feminismo(s), Identidade femininaResumo
O conto Luamanda, que compõe o livro Olhos D’agua (2016), da escritora Conceição Evaristo, suscitou a reflexão sobre as representações das identidades femininas que permeiam a cultura patriarcal, dessa vez tendo como voz autoral uma escritora negra. Não está sendo fácil viver a pós-modernidade no Brasil, dessa maneira precisamos recorrer à literatura e à crítica literária em busca de um lenitivo. Se tomarmos a Literatura como um lócus de tecnologia de gênero (espaço no qual mulheres são criadas) e nos propusermos a fazer leituras feministas de textos literários, reconheceremos que há necessidade e urgência da apropriação pelas mulheres do feminismo e suas bandeiras. Isto é, este ensaio reconhece a importância do Feminismo como uma escola do pensamento que nos ensina um modo de ver o mundo. Portanto, a nossa proposta de leitura vê na narrativa das experiências amorosas da protagonista Luamanda as “sete faces” de uma mesma mulher, mostrando, por meio das experiências vividas e revisitadas (escrevivências), a composição e a construção de uma mulheridade. Objetivamos, assim, com este ensaio, à luz da crítica feminista, desvendar quantas mulheres há em Luamanda.
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