Quando chove rebentam os troncos: etnicidade e nacionalismo na poesia e no pensamento do intelectual angolano Arlindo Barbeitos
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v16i1.18165Palavras-chave:
Nacionalismo literário, Poesia angolana, Poesia Oral, Bantu, Angola, Guerras de Independência, Pós-independênciaResumo
No presente estudo, trato do projeto literário de Arlindo Barbeitos (1940-2021) investigando a relação que sua poesia trava com as formas tradicionais, ou seja, com o repertório cultural das grandes etnias angolanas. Pretendo sugerir que o complexo nacionalismo que atravessa sua obra desde Angola Angolê, Angolema (1976) e Nzoji (Sonho) (1979) é marcado por questionamentos que se agudizam em seus últimos livros de poemas, Fiapos de sonho (1992) e Na leveza do luar crescente (1998), bem como em sua tese de doutorado em antropologia e história colonial, publicada com o título Angola-Portugal: Representações de si e de outrem ou o jogo equívoco das identidades (2011).
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