POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: FAZERES COLONIZADOS
Palavras-chave:
Colonialidade; Ensino de Língua; Políticas Linguísticas.Resumo
Neste artigo, discutimos sobre fazeres e práticas norteadores do ensino de língua materna e suas implicações nos ínfimos resultados das políticas linguísticas brasileiras consolidadas em programas, e projetos que visam desenvolver domínios básicos em leitura e escrita. Desse modo, asseveramos que a ineficiência dessas políticas decorre de posições teórico-metodológicas assumidas de forma acríticas, as quais, sustentadas em teorias importadas são inadequadas para solucionar nossos problemas. Além disso, apontamos a inexistência de políticas linguísticas efetivas que pensem os problemas de ensino de língua numa perspectiva local, em um país de dimensões continentais com realidades internas diversas e singulares. Para isso, amparamos nos pressupostos teóricos da Linguística Aplicada, Moita Lopes (2006; 2013), Pennycook (2006) quando abordam a linguagem na perspectiva local; no enfoque dado às questões de políticas linguísticas, Rajagopalan (2003, 2013a, 2013b), Calvet (2007), Correa (2014); e, por fim, na abordagem teórica pós-colonial, Mignolo (2005), Quijano (2005) e Walsh (2007, 2013).
Downloads
Referências
Brasil. INEP. Exame Nacional de Ensino Médio (Enem): resultados 2013 [Internet]. Brasília: INEP; 2013 [acesso em: 2015 Jul 15]. Disponível em: http://sistemasenem2.inep.gov.br.
Brasil. INEP. Relatório nacional PISA 2012: resultados brasileiros. São Paulo: Fundação Santillana; 2012 [acesso em: 2015 Jul 15]. Disponível em: http://download.inep.gov.br.
Calvet LJ. As políticas linguísticas. Tradução de Isabel de Oliveira Duarte, Jonas Tenfen e Marcos Bagno. São Paulo: Parábola; 2007.
Certeau M de. A invenção do cotidiano: 1. artes de fazer. Petrópolis: Vozes; 1994.
Correa DA. Política linguística e ensino de língua. Campinas: Pontes; 2014.
Freire P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 15. ed. São Paulo: Paz e Terra; 1996.
Kleiman AB. Agenda de pesquisa e ação em linguística aplicada: problematizações. In: Moita Lopes LP (Org.). Linguística aplicada na modernidade recente. São Paulo: Parábola; 2013. p. 143-161.
Magalhães MCC. A linguagem na formação de professores reflexivos e críticos. In: Magalhães MCC (Org.). A formação do professor como um profissional crítico: linguagem e reflexão. Campinas: Mercado de Letras; 2004. p. 59-85.
Magalhães MCC, Fidalgo SS (Orgs.). Pesquisa crítica de colaboração: escolhas epistemo-metodológicas na organização e condução de pesquisas de intervenção no contexto escolar. In: Magalhães MCC, Fidalgo SS (Orgs.). Questão de método e de linguagem na formação docente. Campinas: Mercado de Letras; 2001. p. 13-39.
Maher TM. Ecos de resistência: políticas linguísticas e línguas minoritárias no Brasil. In: Nicolaides C, Silva KA da, et al. (Orgs.). Política e políticas linguísticas. Campinas: Pontes; 2013. p. 117-134.
Maldonado-Torres N. Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: Castro-Gómez S, Grosfoguel R, et al. (Orgs.). El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; 2007. p. 127-167.
Mignolo WD. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modernidade. In: Lander E (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO; 2005. p. 33-49.
Moita Lopes LP (Org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola; 2006.
Moita Lopes LP. Linguística aplicada na modernidade recente. 1. ed. São Paulo: Parábola; 2013.
Monte Mór W. As políticas de ensino de línguas e o projeto de letramentos. In: Nicolaides C, et al. (Orgs.). Política e políticas linguísticas. Campinas: Pontes; 2013. p. 219-236.
Oliveira LF, Candau VMF. Pedagogia decolonial e educação antirracista e intercultural no Brasil. Educação em Revista. 2010; 26(1): 15-40.
Paiva CG. Brasil: nação monolíngue? In: Câmara dos Deputados: ensaio sobre impactos da Constituição Federal de 1988 na sociedade brasileira. Brasília: Edições Câmara; 2008. v. 1, p. 187-201.
Pennycook A. Uma linguística aplicada transgressiva. In: Moita Lopes LP (Org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola; 2006. p. 67-84.
Perrenoud P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed; 2000.
Quijano A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: Lander E (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO; 2005. p. 107-130.
Rajagopalan K. O professor de línguas e a suma importância do seu entrosamento na política linguística do seu país. In: Correa DA. Política linguística e ensino de língua. Campinas: Pontes; 2014. p. 73-82.
Rajagopalan K. Políticas de ensino de línguas no Brasil: história e reflexões prospectivas. In: Moita Lopes LP. Linguística aplicada na modernidade recente. São Paulo: Parábola; 2013. p. 143-161.
Rajagopalan K. Política linguística: do que é que se trata, afinal? In: Nicolaides C, et al. (Orgs.). Política e políticas linguísticas. Campinas: Pontes; 2013. p. 19-42.
Rajagopalan K. Por uma linguística aplicada crítica: linguagem, identidade e questão de ética. São Paulo: Parábola; 2003.
Sousa-Santos B de. Os processos da globalização. In: Sousa-Santos B de (Org.). A globalização e as ciências sociais. São Paulo: Cortez; 2005. p. 25-102.
Vieira L, Vasconcellos F. Resultado da Prova Brasil mostra queda de aprendizagem ao longo do ensino fundamental. O Globo [Internet]. 2014 Dez 21 [acesso em: 2015 Jul 15]. Disponível em: http://oglobo.globo.com.
Walsh C. Interculturalidad y colonialidad del poder: un pensamento y posicionamiento “otro” desde la diferencia colonial. In: Castro-Gómez S, Grosfoguel R. El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores; 2007. p. 47-61.
Walsh C. Lo pedagógico y lo decolonial: entretejiendo caminhos. In: Walsh C. Pedagogías decoloniales: práticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)viver. Quito: Abya-Yala; 2013. p. 23-68.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 fólio - Revista de Letras

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.