BURITI E BREJO: CARTOGRAFIA, GEODESIA E ALEGORIA EM CORPO DE BAILE E GRANDE SERTÃO: VEREDAS

Autores

  • Érico Melo Universidade de São Paulo

Resumo

A sobreposição das coordenadas dos principais cenários geográficos de Corpo de baile ao mapa dos percursos de Riobaldo em Grande sertão: veredas revela uma significativa intertextualidade topográfica, produto da ancestralidade genética comum aos dois livros-irmãos. Este artigo procura demonstrar a articulação geográfica e alegórica entre as sete novelas e o romance a partir do dialogismo mapa ↔ texto. No nível microcósmico dos cenários das tramas, destaca-se o vivaz alegorismo dos lugares e espécies naturais do Sertão, espelhado nas formas geodésicas das narrativas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Araújo HV de. A raiz da alma. São Paulo: Edusp; 1992.

Bolle W. grandesertão.br. São Paulo: Duas Cidades/34; 2004.

Costa D. Corpo de baile. O Dia. Rio de Janeiro; 13 mai 1956.

Ginzburg J. A desordem e o limite (a propósito da violência em Grande sertão: veredas) [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2011.

Hansen JA. o O. São Paulo: Hedra; 2004.

Hansen JA. Forma, indeterminação e funcionalidade das imagens de Guimarães Rosa. In: Secchin AC, et al (Orgs.). Veredas no sertão rosiano. Rio de Janeiro: 7Letras; 2007. p. 29-49.

Houzeau JC, et al. Traité élémentaire de météorologie. Mons: H. Manceaux; 1880.

Marques O. A seta e o alvo. Rio de Janeiro: MEC/INL; 1957.

Martins Costa AL. Via e viagens: a elaboração de Corpo de baile e Grande sertão: veredas. Cadernos de Literatura Brasileira. 2006; (20-21): 187-235.

Martins Costa AL. Veredas de Viator. Cadernos de Literatura Brasileira. 2006; (20-21): 10-58.

Melo É. Rumo a rumo de lá: atlas fotográfico de Corpo de baile [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2011.

Melo É. “Orografia cenográfica (um mapa)”: a música das montanhas em Corpo de baile, de João Guimarães Rosa. O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira. 2014; 23(1): 119-134.

Monteiro CAF. Do Mutúm ao Buriti Bom: travessia de Miguilim. Revista do Departamento de Geociências (UEL). 2002; 11(1).

Moreau A. Apolo antigo: sombra e luz. In: Brunel P (Org.). Dicionário de mitos literários. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; UnB; 2000. p. 72-78.

Platão. Timeu. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: Editora da UFPA; 2001.

Plotino. The Six Enneads. Chicago: Encyclopaedia Britannica; 1952.

Rosa JG. Corpo de baile. Rio de Janeiro: José Olympio; 1960.

Rosa JG. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: José Olympio; 1965.

Rosa JG. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio; 1971.

Rosa JG. Correspondência com seu tradutor italiano Edoardo Bizzarri. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; UFMG; 2003.

Santos W. Buriti, a forma e o tema [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1974.

Suzuki M. Goethe: a ciência simbólica do mundo. In: Novaes A (Org.). Poetas que pensaram o mundo. São Paulo: Companhia das Letras; 2005. p. 199-224.

Wisnik JM. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras; 1999.

Downloads

Publicado

08.03.2018

Como Citar

MELO, Érico. BURITI E BREJO: CARTOGRAFIA, GEODESIA E ALEGORIA EM CORPO DE BAILE E GRANDE SERTÃO: VEREDAS. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 7, n. 1, 2018. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/2985. Acesso em: 25 maio. 2026.