PARA O-CU-PAR, ENTRE! ENTRE POLÍTICAS, ESTÉTICAS, SUBJETIVIDADES E CORPOS INDISCIPLINADOS
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v9i1.3249Resumo
Considero tratar o ato de ocupar a literatura por um lugar político e como tendência inovadora da estética que agencia possibilidade de discursos que assumem o plano do político-cultural pela experiência de subjetividades, com produções que refletem as potentes formas de existências em criativas e provocadoras escritas que representam a ambiência LGBTTTs. Este texto se fundamenta por trazer à tona as rupturas que envolvem as identificações de gêneros, evitando regras generalizadas que marcam privilégios de termos flexionados no masculino e de formas primárias do binário tocadas pelas referências de sexualidades masculinizadas. A palavra o-CU-p-ação pretende debater o que pode falar sobre a zona do corpo politizada por estéticas, do que traduz pela marca do queer o desejo de existir menos sexualizado e mais fomentado para entreter a inserção dos subalternos/as. A visão de transversalidade é buscada com a noção de comparativismo, para apresentar a leitura crítica ao literário, a partir da crítica cultural em Coutinho (2003), Preciado (2000, 2003, 2014), Butler (2003), Foucault (1988, 2003), Hocquemghem (2000), Ranciére (2005), com o objetivo de operar o sentido do anal como metáfora pensante e politizada e com a qual busco analisar as obras literárias de Marcelino Freire (2003), Bernardo Santareno (2006), Waldo Motta (2008, 1996, 1984) como estéticas críticas que veem as subjetividades e corpos indisciplinados.
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