O CORPO LGBT PATOLOGIZADO: FRATURAS E DEGRADAÇÕES DO LUGAR DO SER EM UM CENÁRIO DE VIOLÊNCIAS

Autores

  • Ana Márcia Ruas de Aquino Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)
  • Hugo Mari

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v9i1.3251

Resumo

Pretende-se, com este texto, questionar o cenário social, político, linguageiro, cultural e histórico, que deve demandar posicionamentos de resistência no que concerne ao preconceito sexual vigente, capaz de rotular, destruir psicologicamente e até mesmo ceifar a vida de outros seres humanos, por razões ligadas a uma racionalidade subjetiva que encontra anuência em um discurso heteronormativo, sexista e homofóbico, ao reproduzir crenças, valores e desejos hetrossexualizados, com corpos rotulados por metáforas estigmatizadoras, nas relações de poder que se reforçam numa sociedade que tem como norma o hétero, descartando o homossexual e praticando ações homofóbicas paroxistas. No intuito de definir-lhe os aspectos atuais mais constantes, busca descrever o cenário da patologização do não heteronormativo e delinear, no contexto da heteronormatividade, a LGBTfobia, com categorias naturalizadas e manipulação de símbolos a essas categorias semânticas como reflexo da cognição humana, pela capacidade humana de categorizar e reproduzir categorias produtoras de sentidos metafóricos sexistas.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Márcia Ruas de Aquino, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Professora da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Doutoranda em Linguística e Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc-MG); mestre em Linguística e Língua Portuguesa pela Puc-MG. Bolsista da Fapemig.

   

Hugo Mari

Professor do Programa de Pós-graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Puc-MG).

 

Referências

Braga O. A evolução da homofobia para o homofobismo [Internet]. Blog Intolerância Homossexual; 2012 Mai 31 [acesso em: 2017 Maio 26]. Disponível em: http://intoleranciahomossexual.blogspot.com.br.

Brasil. IBASE. Grupo Pedras Negras: um debate sobre o futuro das organizações de cidadania ativa [Internet]. Rio de Janeiro: IBASE; 2012 [acesso em: 2017 Set 12]. Disponível em: http://www.inesc.org.br.

Brasil. Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997. Faz alteração nos arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Diário Oficial da União. 1997 Mai 14 [acesso em: 2017 Jun 19].

Brasil. MEC. Caderno escola sem homofobia: kit de ferramentas educacionais [Internet]. ECOS; 2011 [acesso em: 2017 Jul 20]. Disponível em: https://novaescola.org.br.

Butler J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Tradução de Renato Aguiar. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 2010.

Cipriani J. Projeto que libera 'cura gay' está de volta à Câmara dos Deputados [Internet]. Estado de Minas; 2017 Mar 2 [acesso em: 2017 Maio 26]. Disponível em: http://www.em.com.br.

Felipe J, Bello AT. Construção de comportamentos homofóbicos no cotidiano da educação infantil. In: Brasil. MEC. Diversidade sexual na educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: UNESCO; 2009. p. 455.

Foucault M. O saber gay. Tradução de Éder Amaral e Silva e Heliana de Barros Conde Rodrigues. Ecopolítica. 2015; (11).

Furlani J. Direitos humanos, direitos sexuais e pedagogia queer: o que essas abordagens têm a dizer à educação sexual?. In: Brasil. MEC. Diversidade sexual na educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: UNESCO; 2009.

Gauthier J. Igreja evangélica na Bahia coloca placa na porta indicando que gays devem morrer: MP apura o caso [Internet]. Correio 24 Horas; 2016 Jul 22 [acesso em: 2017 Maio 26]. Disponível em: http://blogs.correio24horas.com.br.

Gauthier J. Número de mortes de LGBTs bate recorde em 2016 no Brasil; Bahia teve 32 homicídios [Internet]. Correio 24 Horas; 2017 Jan 23 [acesso em: 2017 Jun 30]. Disponível em: http://blogs.correio24horas.com.br.

Junqueira RD. Homofobia nas escolas: um problema de todos. In: Brasil. MEC. Diversidade sexual na educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: UNESCO; 2009.

Louro GL. Os estudos feministas, os estudos gays e lésbicos e a teoria queer como políticas de conhecimento. In: Lopes D, et al. (Orgs.). Imagem e diversidade sexual. São Paulo: Nojosa; 2004.

Louro GL. Teoria queer: uma política pós-identitária para a educação. Estudos Feministas. 2001; 9(2): 541-553.

Louro GL. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica; 2004.

Mota G. Reserva lança campanha: “Faça como os animais, não julgue” [Internet]. A Gambiarra; 2015 Mar 27 [acesso em: 2015 Jul 15]. Disponível em: https://www.agambiarra.com.

Oliveira G, Jorge T. Basta de homofobia: relatos de gay, lésbica, bi, trans e travesti no esporte [Internet]. Globo Esporte; 2017 Jun 19 [acesso em: 2017 Jun 30]. Disponível em: http://globoesporte.globo.com.

Sedgwick EK. A epistemologia do armário. Cadernos Pagu. 2007; (28): 19-57.

Trigo A. Meça sua língua [Internet]. Universo AA; 2017 Mai 18 [acesso em: 2017 Maio 26]. Disponível em: http://www.universoaa.com.br.

Zlatev J. Meaning = life (+ culture): an outline of a unified biocultural theory of meaning. Evolution of Communication. 2003; 4(2): 253-296.

Downloads

Publicado

27.03.2018

Como Citar

AQUINO, Ana Márcia Ruas de; MARI, Hugo. O CORPO LGBT PATOLOGIZADO: FRATURAS E DEGRADAÇÕES DO LUGAR DO SER EM UM CENÁRIO DE VIOLÊNCIAS. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 9, n. 1, 2018. DOI: 10.22481/folio.v9i1.3251. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/3251. Acesso em: 22 maio. 2026.

Edição

Seção

vertentes: estudos linguísticos e aplicados