WALTER BENJAMIN: LITERATURA E CIDADE
Resumo
A partir da Paris do séc. XIX, e tendo a obra de Walter Benjamin como fio condutor, o presente artigo busca situar o lócus físico da literatura daquele período e demonstrar sua conversão em lócus imaginário. Na encruzilhada desta transição encontra-se o flâneur: mais do que uma figura historicamente específica como Baudelaire ou Poe, o flâneur representa uma ferramenta teórica contra a histeria de massa — ele acolhe a massa e com ela busca construir uma narrativa comum, digna, autêntica. O habitante da cidade é acordado de seu pesadelo não através do choque vazio imposto pela mercadoria (pelo espetáculo), mas através da possibilidade de encontrar na cidade uma experiência em comum (o espírito crítico: a Erfahrung benjaminiana). Geografia urbana convertida em geografia da experiência — em pequenos fragmentos críticos, em distintas formas de reação ao isolamento.
Downloads
Referências
Adorno TW. Notas de literatura I. São Paulo: Editora 34; 2003.
Benjamin W. Obras escolhidas I: magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense; 1996.
Benjamin W. Obras escolhidas II: rua de mão única. São Paulo: Brasiliense; 2004.
Benjamin W. Obras escolhidas III: Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo. São Paulo: Brasiliense; 2004.
Guillauma Y. La presse en France. Paris: Éditions La Découverte; 1988.
Mirecourt E. Émile de Girardin. Paris: Librairie des Contemporains; 1869.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Caio Yurgel

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.