GÊNEROS TEXTUAIS: UMA OPÇÃO PARA O ENSINO DO PORTUGUÊS ESCRITO PARA ESTUDANTES SURDOS
Resumo
As transformações econômicas, sociais e culturais, naturalmente, provocam mudanças no cenário educacional. Para o contexto de estudantes surdos, em 2002, instaura-se no Brasil uma política em prol de uma linguagem específica, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), trata-se da lei nº 10.436/2002, que lhe assegura o status de língua e, ao mesmo tempo, aponta que ela não substitui o português. O Decreto Federal nº 5.626/2005 representa uma significativa contribuição para as pessoas surdas, pois, ao regulamentar a Lei nº 10.436/2002, institui a LIBRAS como primeira e o Português, na modalidade escrita, como segunda língua dos surdos; além disso, prevê a organização de turmas bilíngues, nos estabelecimentos de ensino. É nesse contexto, que se insere este trabalho que tem como objetivo apresentar um esboço de proposta para o ensino-aprendizagem de português escrito para alunos surdos.
Downloads
Referências
Alpendre EV. Concepções sobre a surdez e linguagem e o aprendizado de leitura. Curitiba: [s.n.]; 2008.
Alves CB, Ferreira JP, Damázio MFM. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez. Brasília: MEC/SEESP; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará; 2010.
Amaral CW. Alfabetizar para quê? Uma perspectiva crítica para o processo de alfabetização. In: Leite SAS (Org.). Alfabetização e letramento: contribuição para as práticas pedagógicas. Campinas: Komedi; 2008. p. 75-98.
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil. Rio de Janeiro: Globo; 1988.
Brasil. Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000 (Lei de Acessibilidade). Brasília: Congresso Nacional; 2000.
Brasil. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005 (Regulamenta a Lei de LIBRAS). Brasília: MEC/SEESP; 2005.
Brasil. Decreto nº 6.571, de 17 de setembro de 2008 (Atendimento Educacional Especializado). Brasília: MEC; 2008.
Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/1996). Brasília: MEC; 1996.
Brasil. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 (Reconhece a LIBRAS). Brasília: MEC/SEESP; 2002.
Brasil. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP; 2008.
Brasil. Resolução nº 4, de 2 de outubro de 2009 (Diretrizes Operacionais para o AEE). Brasília: CNE/CEB; 2009.
Damázio MFM, Ferreira JP. Educação escolar de pessoa com surdez — Atendimento Educacional Especializado em construção. Inclusão: Revista da Educação Especial. 2010 Jan/Jul; 5(1).
UNESCO. Declaração de Salamanca: sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais. Salamanca: UNESCO; 1994. Disponível em: http://portal.mec.gov.br.
Goldfeld M. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. 2. ed. São Paulo: Plexus; 2002.
Marcuschi LA. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: Dionísio AP (Org.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna; 2010. p. 19-38.
Pietri E. Práticas de leitura e elementos para a atuação docente. 2. ed. Rio de Janeiro: Ediouro; 2009.
Porto M. Um diálogo entre gêneros textuais. Curitiba: Aymará; 2009.
Quadros RM, Schmiedt M. Ideias para ensinar português para alunos surdos. Brasília: MEC/SEESP; 2006.
Ribeiro MJL, et al. Atendimento Educacional Especializado - AEE. [s.l.]: [s.n.]; 2010.
Salles HML, et al. Ensino de língua portuguesa para surdos: caminhos para a prática pedagógica. Brasília: MEC/SEESP; 2004.
Sá NRL. Cultura, poder e educação de surdos. Brasília: INEP; 2002.
Shimazaki EM. Ensino da leitura e da escrita para pessoas com deficiência auditiva. In: Mori NNR, Galuch MTB (Orgs.). Aprendizagem e desenvolvimento: intervenção pedagógica para pessoas com deficiência sensorial auditiva. Maringá: Eduem; 2008. p. 85-95.
Silva A, Lima CVP, Damázio MFM. Atendimento Educacional Especializado para pessoa com surdez. São Paulo: MEC/SEESP; 2007.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Ludimila Correia Pires, Lucas Santos Campos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.