TOCANDO A PELE DA ESCRITA: LINHAS DE NÓS-BRASIL E NÓS-ÁFRICA

Autores

  • Jo A-mi Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); Universidade Federal do Ceará (UFC)

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v10i1.3853

Resumo

Pensando em estações e ideias que lembram afetos, este artigo tem por objetivo apresentar experiências com escritas literárias por estradas que mobilizaram caminhos do Atlântico sul a partir de uma oficina realizada no ano de 2016 - que, intitulada Escrever pra quê?, foi vivenciada por alunas/os do Brasil, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab-CE). Passeando por discussões em torno de políticas de escrita e ato de escrever (RANCIÈRE, 2017; DELEUZE; GUATTARI, 2011), leitura (ZUMTHOR, 2014), literatura oral (CASCUDO, 1978; ALMEIDA, 2009), poética (BARROS, 2010) e lusofonia (BRITO; BASTOS, 2006), este estudo teórico-reflexivo procurou problematizar os matizes metodológicos e vivenciais dessa oficina acolhidos na ideia de construção de "linhas de fuga" e linhas de convivência atravessadas e partilhadas por experiências com a escrita e o medo de escrever ao longo da trajetória literária de um grupo de escritoras/es.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jo A-mi, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professora-pesquisadora do Instituto de Humanidades da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab-CE) e do Programa de Pós-Graduação em Artes, da Universidade Federal do Ceará (UFC).

   

Referências

Almeida MI de. Desocidentada: experiência literária em terra indígena. Belo Horizonte: UFMG; 2009.

A-mi J. Prefácio. In: A-mi J, Menezes MR, et al. O que contam os sentidos. Fortaleza: Arte Visual Gráfica; 2016.

Andrade CD de. A rosa do povo. 21. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Record; 2000.

Assaré P do. Antologia poética. 5. ed. Fortaleza: Demócrito Rocha; 2007.

Assaré P do. Ispinho e fulô. Fortaleza: Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto/Imprensa Oficial do Ceará; 2001.

Barros M de. Poesia completa. São Paulo: Leya; 2010.

Benjamin W. Origem do drama trágico alemão. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica; 2016.

Brito RHP de, Bastos NMOB. Dimensão semântica e perspectivas do real: comentários em torno do conceito de lusofonia. In: Martins M de L, Sousa H, Cabecinhas R (Orgs.). Comunicação e lusofonia: para uma abordagem crítica da cultura e dos media no espaço lusófono. Porto: Campos das Letras; 2006. p. 65-77.

Cá IA. Escrever pra quê?. In: A-mi J, Menezes MR, et al. O que contam os sentidos. Fortaleza: Arte Visual Gráfica; 2016.

Cá JF. Um precisa do outro. In: A-mi J, Menezes MR, et al. O que contam os sentidos. Fortaleza: Arte Visual Gráfica; 2016.

Cascudo LC. Literatura oral no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: José Olympio; 1978.

Cunha AG da. Dicionário Etimológico. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; 2001.

Deleuze G, Guattari F. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia 2, v. 1. São Paulo: Editora 34; 2011.

Houaiss. Dicionário Houaiss: sinônimos e antônimos. São Paulo: Publifolha; 2008.

Didi-Huberman G. Sobrevivência dos vaga-lumes. Belo Horizonte: UFMG; 2011.

Dodó M. IVO. In: A-mi J, Menezes MR, et al. O que contam os sentidos. Fortaleza: Arte Visual Gráfica; 2016.

Gomes NL, Vieira SL. Construindo uma ponte África-Brasil: a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). Revista Lusófona da Educação. 2013; (24).

Neuparth S. Que corpo é este? Que arte é esta?. In: Neuparth S, Greiner C (Orgs.). Arte agora: pensamentos enraizados na experiência. São Paulo: Annablume; 2011.

Pacheco C. Lusofonia e regimes autoritários em África. Público [Internet]. 2000 Fev 3 [acesso em: 2018 Abr 23]. Disponível em: https://www.publico.pt.

Pinheiro CE. O limite do prazer. In: A-mi J, Menezes MR, et al. O que contam os sentidos. Fortaleza: Arte Visual Gráfica; 2016.

Rancière J. Políticas da escrita. 2. ed. São Paulo: Editora 34; 2017.

Rancière J. O espectador emancipado. São Paulo: Martins Fontes; 2012.

Zumthor P. Performance, recepção, leitura. São Paulo: Cosac Naify; 2014.

Will S. O menino que contrariou a lua. In: A-mi J, Menezes MR, et al. O que contam os sentidos. Fortaleza: Arte Visual Gráfica; 2016.

Downloads

Publicado

25.08.2018

Como Citar

A-MI, Jo. TOCANDO A PELE DA ESCRITA: LINHAS DE NÓS-BRASIL E NÓS-ÁFRICA. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 10, n. 1, 2018. DOI: 10.22481/folio.v10i1.3853. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/3853. Acesso em: 15 abr. 2026.