YORUBANTU: POR UMA EPISTEMOLOGIA NEGRA NO CAMPO DOS ESTUDOS LITERÁRIOS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v2i10.4575Palavras-chave:
Epistemologia negra, Literatura brasileira, Estudos literários, Lei 10.639, Saberes iorubás e bantuResumo
Este artigo deseja discutir a constituição e a influência de uma epistemologia negra no campo dos estudos literários no Brasil. Para isto, serão analisadas algumas heranças yoruba e bantu que constituem esse legado na produção do conhecimento nas áreas da educação, da cultura e da literatura, considerando em especial os conceitos de tempo e espaço. Diferente de uma perspectiva teleológica, os tempos e espaços yoruba e bantu, presentes em expressões artísticas e educacionais diversas, apontam respectivamente no caso iorubano para um tempo-espaço espiralar como em alguns orikis; bem como um espaço-tempo circular como nas rodas de capoeira no caso bantu. Assim, a teoria, a crítica e a historiografia são desafiadas a produzir conceitos e instrumentos para compreender melhor essas expressões ancestrais que compõem o campo dos estudos literários, mas são pouco analisadas.
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