Da tinta ao braile: o que acontece na mudança de registro de uma atividade matemática
DOI:
https://doi.org/10.22481/intermaths.v5i1.15017Abstract
O presente artigo cogita divulgar parcialmente os resultados da pesquisa de mestrado cujo objetivo foi analisar o que acontece na troca de registro de representação ao se fazer a conversão da tinta ao braile nas atividades matemáticas para o aluno cego. Nesta pesquisa se analisaram sete atividades matemáticas do Caderno do Aluno da Proposta Curricular do estado de São Paulo elaborado em tinta e transcrito para o braile. Na referida transição, acontece uma troca de registro de representação semiótica, mas o que acontece nessa troca? Tem alguma mudança no sentido da atividade? Existe alguma omissão ou adição de palavras, símbolos ou signos que afetassem a compreensão da atividade? O presente documento, recorte de uma pesquisa maior, planeja mostrar a análise de uma atividade desse Caderno transcrita da tinta ao braile e responder às questões apresentadas, tendo como aporte a teoria dos registros de representação semiótica de Raymond Duval. A pesquisa foi de cunho qualitativo, e o método escolhido foi a análise de conteúdo. Dentre as conclusões se tem que as atividades matemáticas passadas da tinta para o braile nem sempre são equivalentes, pois unidades significantes são alteradas, o que pode modificar o seu sentido.
Downloads
References
São Paulo, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Educação, “Material de apoio
ao currículo do Estado de São Paulo", Caderno do aluno, Matemática, Ensino fundamental,
Vol. 1, edição: 2009-2013, 2009.
E. Sala and G. K. Amadei, “Pressupostos básico de uma escola inclusiva", in: E. Sala,
Aciem, and T. Medeiros (orgs), Educação inclusiva: aspectos político-sociais e práticos.
Jundiaí: Paco Editorial, pp. 31-46, 2013.
J. C. Gomes, “Cultura colaborativa e inclusão escolar", in: E. Sala, Aciem, and T. Medeiros
(orgs), Educação inclusiva: aspectos Político-sociais e prácticos, Jundiaí: Paco Editorial,
pp. 47-66, 2013.
E. T. Miranda, “O aluno cego no contexto da inclusão escolar: desafios no processo de
ensino e de aprendizagem de Matemática", M. S. Thesis (Educação para ciências), UNESP,
Bauru, SP, 2016.
L. Healy and S. Fernandes, “Ensaio sobre inclusão na educação matemática", Unión, (10),
pp. 59-72, 2007.
L. Marcelly, “As histórias em quadrinhos adaptadas como recurso para ensinar Matemática
para alunos cegos e videntes", M. S. Thesis (Educação Matemática) - UNESP, Rio Claro,
SP, 2010.
F. Bernete,“Análisis de contenido", in: A. Marín and A. Novoa, Conocer lo social: estrategias
de construcción y análisis de datos, pp. 193-203, 2013.
R. Duval, “Un tema crucial en la educación matemática: La habilidad para cambiar el
registro de representación", La gaceta de la RSME, vol. 9, no. 1, pp. 143–168, 2006.
R. Duval, “Registros de representação semiótica e funcionamento cognitivo do pensamento",
Revista Eletrônica De Educação Matemática, REVEMAT, vol. 7, no. 2, pp. 266-297, 2012.
M. T. Moretti and D. Z. dos Anjos, “Transcrição da tinta ao Braile: apontamentos de
algumas diferenças semio-cognitivas", Zetetike, vol. 24, no. 3, pp. 395-408, 2016.
R. Duval, “Semiosis y pensamiento humano: registros semióticos y aprendizajes intelectuales", 2004.
K.P.V. Mercado. “Análise do registro das atividades matemáticas para alunos cegos: da
tinta ao braille", M. S. Thesis (Educação Matemática) - UNESP, Rio Claro, SP, 2020.
R. Bispo, Glória Ramalho and Nuno Henriques, “Tarefas matemáticas e desenvolvimento
do conhecimento matemático no 5º ano de escolaridade", Análise Psicológica, vol. 26, no. 1,
pp. 3-14, 2008.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2024 INTERMATHS

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
- Responsibility: The scientific content and the opinions expressed in the manuscript are the sole responsibility of the author(s).
- Copyrights: INTERMATHS.
- All content of Revista INTERMATHS/INTERMATHS journal is licensed under a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional