Edital MEC/SEB n. 3/2025: ofensiva à autonomia universitária e pragmatismo nas licenciaturas
DOI:
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v21i52.18302Palavras-chave:
autonomia universitária, edital MEC/SEB n. 3/2025, formação docenteResumo
Resulta de um estudo teórico sobre o Edital MEC/SEB n. 3/2025, cujo objeto é a seleção de propostas oriundas das Instituições de Ensino Superior (IES) para a oferta de vagas em cursos de licenciatura, no âmbito do Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com Ênfase na Educação Integral (Prilei). Visa denunciar a ofensiva da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação (MEC) contra o princípio constitucional da autonomia didático-científica das universidades, com o intuito de promover a subsunção das licenciaturas às lógicas pedagógicas fragmentadas e reducionistas. A análise foi conduzida com base nas categorias do materialismo histórico-dialético — totalidade, mediação, contradição e práxis — permitindo evidenciar como a proposta de formação docente contida no edital induz à precarização das licenciaturas nas universidades públicas brasileiras. Longe de representar um avanço para a formação inicial e continuada de professores com ênfase na educação integral, a iniciativa subordinará os projetos pedagógicos dos cursos das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) aos marcos tecnocráticos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e, ainda, condicionará a concessão de recursos orçamentários ao alinhamento dos cursos com essas diretrizes. Os resultados revelam a farsa de uma política que, sob o discurso de inovação e equidade, ataca a autonomia universitária, aprofunda a lógica do capital na educação pública, agrava desigualdades históricas – especialmente na região amazônica – e esvazia o caráter crítico e formativo da docência.
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