Um sistema de apoio entre iguais (SAI) brasileiro: as comunidades de cuidado e apoio entre estudantes
DOI:
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v21i52.18478Palavras-chave:
protagonismo, sistema de apoio entre iguais, comunidades de cuidado e apoio, adolescência, convivência cuidadosaResumo
Este artigo apresenta um panorama geral das pesquisas que descrevem e sustentam o trabalho de implementação de um tipo de Sistema de Apoio entre Iguais no Brasil – as Equipes de ajuda desde sua implementação até a mudança dada com a construção de um modelo completamente brasileiro – as Comunidades de Cuidado e Apoio entre Estudantes. Apresenta-se um conjunto de investigações, de natureza exploratória, descritivas, comparativas, quantitativas e qualitativas. Em investigações contam com 3276 meninos e meninas adolescentes dos 7°, 8° e 9° anos dos anos finais do Ensino Fundamental de escolas públicas e particulares e buscou-se responder ao objetivo de comparar, na percepção dos adolescentes, o envolvimento em situações de bullying, a percepção do racismo moderno, o sofrimento emocional, os sentimentos de esperança e de pertencimento entre estudantes de escolas com e sem um SAI implementado (as Equipes de Ajuda). Os resultados indicam que onde há Equipes de Ajuda, há evidências de menor frequência de vitimização e menor percepção de racismo, revelando que as Equipes foram eficazes em tocar o coração ético da convivência: o reconhecimento do outro como legítimo e a prática cotidiana da empatia. Mas os tempos mudaram — e com eles, os desafios que atravessam a vida dos adolescentes. Esse novo cenário torna urgente um novo escopo para o modelo de SAI: as Comunidades de Cuidado e Apoio. Elas nascem para ampliar os horizontes do protagonismo juvenil, unindo o compromisso ético das antigas Equipes de Ajuda e o cuidado com o coletivo, estar juntos e esperançar o futuro.
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