Gestão, avaliação e a inteligência artificial: as possibilidades e desafios à mediação pedagógica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/praxisedu.v21i52.18509

Palavras-chave:

gestão curricular, avaliação institucional, tecnologia educacional, equidade, escolarização democrática

Resumo

O artigo discute os fundamentos e desafios contemporâneos da gestão, da avaliação e da tecnologia no contexto da escolarização democrática. Problematiza o papel da gestão curricular e institucional como eixo articulador de políticas públicas e práticas pedagógicas, destacando o Planejamento Estratégico Situacional (PES) como alternativa metodológica para a tomada de decisões no campo administrativo e da gestão. Em diálogo com a epistemologia da técnica, aborda-se a presença das tecnologias digitais e da inteligência artificial como fronteiras do fazer pedagógico, enfatizando a necessidade de mediações éticas, críticas e humanizadoras. Defende-se que a inovação educacional deve estar orientada por princípios de equidade e justiça cognitiva, de modo a garantir o direito humano à educação e a efetividade da escola pública democrática.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sebastião de Souza Lemes , Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Pressor Livre Docente na UNESP – Campus de Araraquara (SP), Lider do Grupo de Pesquisa NEAME – Núcleo de Estudos Ampliados em Educação.

Contribuição do autor: supervisão, metodologia, validação, redação – revisão e edição.

Referências

BONIOL, Jean-Jacques; VIAL, Michèle. Évaluation et formation. Paris: L’Harmattan, 2001.

BULUT, Okan; BEITING-PARRISH, Maggie; CASABIANCA, Jodi M.; SLATER, Sharon C.; JIAO, Hong; SONG, Dan; ORMEROD, Christopher; FABIYI, Deborah Gbemisola; IVAN, Rodica; WALSH, Cole; RIOS, Oscar; WILSON, Joshua; YILDIRIM-ERBASLI, Seyma N.; WONGVORACHAN, Tarid; LIU, Joyce Xinle; TAN, Bin; MORILOVA, Polina. The rise of artificial intelligence in educational measurement: opportunities and ethical challenges. Journal of Educational Measurement and Evaluation, v.5, n. 3, 2024. DOI: 10.59863/MIQL7785.

CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EdUSP, 2008.

CASTELLS, Manuel. The rise of the network society. New Jersey: John Wiley & Sons, 2011.

D’AMBRÓSIO, Ubiratan. Educação para uma sociedade em transição. Campinas: Papirus, 2011.

DIAS SOBRINHO, José. Avaliação da educação superior: democratização, qualidade e autonomia. São Paulo: Cortez, 2018. Disponível em: https://portaliede.org.br/contribuicao/folha-de-s-paulo-desigualdade-entre-escolas-pobres-e-ricas-e-de-4-anos-ao-fim-do-ensino-fundamental/. Acesso em: 27 out. 2025.

DUBET, François. O que é uma escola justa? São Paulo: Cortez, 2008.

FERNANDES, Allysson Barbosa; Ernandes, Itamar; MENDES, Mateus Luan de Carvalho; PEREIRA, Paulo Ricardo da Silva; CAMPOS, Eduardo de Castro; ROMÃO, Adriano Alves. IA e gestão educacional: o futuro da tomada de decisão baseada em análise de dados. Revista ARACÊ, v. 7, n. 1, p. 4011-4024, 2025. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/download/3045/3794/11469. Acesso em: 14 dez. 2025.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

HABERMAS, Jürgen. Teoria do agir comunicativo. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

HAN, Byung-Chul. Hiperculturalidade: cultura e globalização. Petrópolis: Vozes, 2019.

IEDE. Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Educação Desigualdade entre escolas pobres e ricas é de 4 anos ao fim do ensino fundamental. 2024. Disponível em: https://portaliede.org.br/contribuicao/folha-de-s-paulo-desigualdade-entre-escolas-pobres-e-ricas-e-de-4-anos-ao-fim-do-ensino-fundamental/. Acesso em: 27 out. 2025.

IRIO, Rafael. Brasil fora da aula: por que ainda não ensinamos Inteligência Artificial nas escolas? LexLegal, 7 jul. 2025. Disponível em: https://lexlegal.com.br/brasil-fora-da-aula-por-que-ainda-nao-ensinamos-inteligencia-artificial-nas-escolas/. Acesso em: 27 out. 2025.

LEMES, Sebastião de Souza. O caminho da escola democratizada: pistas e perspectivas para o Currículo. In: GESTÃO das unidades escolares: organização e gestão da escola: gestão curricular. São Paulo: Cultura Acadêmica UNESP; Pró-Reitoria de Graduação, 2019. p. 170-181.

LEMES, Sebastião de Souza. Os desafios da gestão curricular na perspectiva dos fundamentos de avaliação e dos indicadores educacionais. Acervo digital da UNESP, 2025. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/65513/1/u1_d28_v2_tc03.pdf. Acesso em: 27 out. 2025.

MAINARDES, Jefferson. A pesquisa sobre políticas educacionais no Brasil: estado do conhecimento. Revista Brasileira de Educação, v. 23, p. 1-20, 2018. DOI: 10.1590/0102-4698173480. Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/HvzD9vdbHTjX7pbJgzsmQBS/?lang=pt. Acesso em: 15 dez. 2025.

MATUS, Carlos. Adiós, señor presidente: gobernar es gobernar con otros. Caracas: ILPES, 1993.

MENDES, Felipe de Carvalho. O Mediador Pedagógico e a Ética da Pluralidade: Uma Análise da Prática Docente em Tempos de Polarização. Educação & Sociedade, v. 41, e230075, 2020.

NGUYEN, Anh; NGO, Ha Ngan; HONG, Yvonne; DANG, Belle; NGUYEN, Bich-Phuong Thi. Ethical principles for artificial intelligence in education. 2023. Education and Information Technologies, v. 28, p. 4221-4241, 2023. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s10639-022-11316-w. Acesso em: 15 dez. 2025.

PNAD. PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS CONTÍNUA. Rendimento de todas as fontes. IPEA, 2023. Disponível em: https://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerieR.aspx?stub=1&serid=2096726935&MINDATA=2012&MAXDATA=2030&TNIVID=1&TPAID=1&module=So. Acesso em: 8 nov. 2025.

PINTO, Álvaro Vieira. O conceito de tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005.

RAHAL, Ahmad; ZAINUBA, Mohamed. Improving students performance in quantitative courses: The case of academic motivation and predictive analytics. The International Journal of Management Education, v. 14, n. 1, p. 8-17, 2016. DOI: 10.1016/j.ijme.2015.11.003. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1472811715300021. Acesso em: 8 nov. 2025.

RELEASES. Sete em cada dez alunos do Ensino Médio usam IA generativa em pesquisas escolares, revela TIC Educação. Cetic.br, 16 set. 2025. Disponível em: https://www.cetic.br/pt/noticia/sete-em-cada-dez-alunos-do-ensino-medio-usam-ia-generativa-em-pesquisas-escolares-revela-tic-educacao/. Acesso em: 27 out. 2025.

SACRISTÁN, José Gimeno. A avaliação: regras do jogo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.

SANTAELLA, Lúcia. Aprendizagem ubíqua: educação e comunicação em tempos de mobilidade. São Paulo: Paulus, 2013.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2009.

SANTOS, Edméa Oliveira dos; ALVES, Lynn Rosalina Gama. Educação e tecnologias digitais: ética, política e mediação pedagógica. Salvador: EDUFBA, 2022

SANTOS, Genessí Borba Gomes Alves; SILVA, Luís Gustavo Alexandre da; LIMA, Daniela da Costa Britto Pereira. Plataformas digitais e inteligência artificial na gestão das redes públicas de ensino e das escolas: conquistas e desafios. Jornal de Políticas Educacionais, v. 19, n. 1, 2025. DOI: 10.5380/jpe.v19i1.98302. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/jpe/article/view/98302. Acesso em: 15 dez. 2025.

VILLAR, Luis Miguel Angulo. Evaluación de programas de formación del profesorado. Madrid: Cincel, 1994.

VORST, Tommy van der; JELICIC, Nick. Artificial intelligence in education: a systematic review of the literature. Educational Research Review, v. 27, p. 1-19, 2019.

WANG, Yueying. Artificial intelligence in student management systems to enhance educational monitoring. Scientific Reports, v. 15, n. 35122, 2025. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-025-19159-4. Acesso em: 15 dez. 2025.

WILLIAMSON, Ben; PIATTOEVA, Nelli. Education governance and datafication: critical perspectives. New York: Routledge, 2022.

Publicado

24-12-2025

Como Citar

LEMES , Sebastião de Souza. Gestão, avaliação e a inteligência artificial: as possibilidades e desafios à mediação pedagógica . Práxis Educacional, Vitória da Conquista, v. 21, n. 52, p. e18509, 2025. DOI: 10.22481/praxisedu.v21i52.18509. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/praxis/article/view/18509. Acesso em: 26 maio. 2026.

Edição

Seção

Artigos