Currículo rizomático na formação em biociências: linhas de fuga na pós-graduação
DOI:
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v22i53.20982Palavras-chave:
biociências, currículo, formação docente, políticas curriculares, pós-graduaçãoResumo
Este artigo emerge de reflexões produzidas na disciplina Pensamentos Curriculares e Ensino de Ciências, ofertada em um programa de pós-graduação em biociências, e tem como objetivo analisar em que medida essa experiência pode ser compreendida como um processo curricular de natureza rizomática, a partir dos efeitos formativos expressos nos sentidos atribuídos ao currículo, à docência e à formação científica. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de inspiração cartográfica, a partir da análise de memoriais formativos elaborados por oito participantes ao final da disciplina. Sem recorrer a categorias temáticas fixas, a análise acompanha linhas de força, conexões e deslocamentos que atravessam as narrativas, considerando dimensões subjetivas, afetivas, políticas e epistemológicas da formação. Os resultados indicam que a disciplina constituiu um espaço de problematização das relações entre ciência, educação e sociedade, tensionando sentidos estabilizados acerca da neutralidade científica, das políticas curriculares e das práticas pedagógicas. Os efeitos formativos aparecem sobretudo como microdeslocamentos nos modos de compreender a formação, a docência e a atuação profissional. A dinâmica analisada aproxima-se da noção de currículo-rizoma, marcada por conexões, retomadas e reconfigurações entre experiências, saberes e contextos. Ao situar essa experiência na formação em biociências, o estudo contribui para o debate sobre o lugar das reflexões curriculares em áreas tradicionalmente orientadas pela racionalidade técnico-científica.
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