Privatización de la educación superior en iberoamérica: conceptos, formas y consecuencias
DOI:
https://doi.org/10.22481/praxisedu.v22i53.18664Palabras clave:
privatización educativa, educación superior, políticas educativas, iberoaméricaResumen
Este artículo tiene como objetivo analizar determinadas formas de privatización de la educación superior iberoamericana, así como algunas de sus implicaciones en esa etapa educativa. La investigación se fundamenta en la perspectiva histórico-crítica, utilizando como procedimientos de recopilación de datos la revisión bibliográfica y el análisis de documentos de políticas educativas. La revisión bibliográfica aborda la producción académica sobre la reforma de la administración pública y educativa y la privatización de la educación. El análisis documental se basó en datos sobre la educación superior iberoamericana contenidos en los informes de Red Indices (2021–2022) y Cinda (2024). La privatización de la educación superior se ha ido implementando en los países de la región mediante concesiones al sector privado, sustitución de la normativa vigente, subcontratación de terceros, y alianzas público-privadas, además de modificar la cultura académica. Estos procesos han reducido las responsabilidades estatales y modificado sus prácticas, incluso en lo que respecta a la financiación, donde se reducen las inversiones públicas, se enfatiza la competencia y el rendimiento, y se subsidia al sector privado. La desregulación ha permitido cambios en la educación superior, implicando diversificación institucional y mayor acceso estudiantil, especialmente mediante la educación a distancia, con implicaciones en la calidad educativa y en la precarización del trabajo docente. Por último, la tercerización y las asociaciones público-privadas, junto a la lógica de la performatividad, basada en procesos evaluativos y en la competencia por rankings, han alterado la cultura académica conforme a las demandas del mercado.
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