Humanizar a técnica para um significado social da educação moçambicana: um debate com Vittorio Hösle
DOI:
https://doi.org/10.22481/redupa.v5i5.18137Palavras-chave:
filosofia da técnica, humanização, educação, éticaResumo
Este artigo propõe uma filosofia de educação fundamentada no conceito de filosofia da técnica de Vittorio Hösle como instrumento de resgate ético da razão técnica. Nos focamos em compreender uma época marcada pela tecnificação das relações humanas e pelo predomínio da racionalidade instrumental, torna-se urgente repensar o papel da técnica no ambiente educacional fundamentalmente em Moçambique. A partir de uma perspectiva teórico-conceitual, qualitativa; efectivada através da técnica de pesquisa bibliográfica e com o método lógico-argumentativo, auxiliado pela interpretação das obras de Hösle e outros estudos examina-se as clivagens da articulação entre técnica, ética e educação, destacando a necessidade de submeter os meios técnicos a princípios morais universais. Defendemos a ideia de que essa articulação pode favorecer práticas escolares moçambicanas voltadas à formação integral do sujeito, promovendo a consciência crítica (contra a consciência instrumental), o senso de responsabilidade e o compromisso com o bem comum. As conclusões a que chegamos atestam que filosofia da técnica não pode ser vista como antagonista da educação, mas como potencial mediadora no retrazer a consideração do homem no processo formativo, pois, se a técnica torna-se digna de questionamento é porque pretendemos preparar um relacionamento livre com ela.
Palavras-chave: filosofia da técnica; humanização; educação; ética.
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