Lengua y poder: narración sobre el silenciamiento de las formas de hablar de las juventudes em la escuela
DOI:
https://doi.org/10.22481/redupa.v5i5.19799Palabras clave:
juventudes, lenguaje, pedagogía teatralResumen
El artículo analiza cómo la escuela actúa en la regulación de las formas de hablar de las juventudes, tomando como punto de partida la narración de la censura de una escena teatral creada por estudiantes de la educación técnica integrada a la educación secundaria. La experiencia pone de manifiesto que la prohibición del uso de palabrotas trasciende las cuestiones lingüísticas y revela mecanismos de poder, disciplina y violencia simbólica que legitiman únicamente determinadas formas de expresión, asociadas a las clases dominantes. Planteamos que el lenguaje funciona como un instrumento de inclusión y exclusión social, llevando al estudiantado a interiorizar normas que restringen su propia forma de hablar. Aunque la representación fue bien recibida por el público, la intervención del equipo directivo del centro educativo provocó la exclusión del grupo de las actividades institucionales, interpretada como una estrategia de silenciamiento. Relacionamos esta experiencia con las desigualdades reproducidas por la escuela, la valorización de la cultura considerada legítima y la descalificación de las formas de expresión populares. Por último, defendemos el arte, especialmente el teatro, como un espacio de resistencia capaz de ampliar la visibilidad de las juventudes, cuestionar las jerarquías lingüísticas y promover nuevas formas de participación y emancipación en el ámbito escolar.
Descargas
Citas
ALVES, Nilda. A narrativa como método na história do cotidiano escolar. In: I Congresso Brasileiro de História da Educação. Educação no Brasil: história e historiografia. 6 a 9 de novembro de 2000. Anais. Disponível em: https://silo.tips/download/a-narrativa-como metodo-na-historia-do-cotidiano-escolar-nilda-alves-uerj#google_vignette. Acesso em 04/10/2024.
ALVES, Nilda. Sobre os movimentos nas pesquisas nos/dos/com os cotidianos. TEIAS: Rio de Janeiro, ano 4, nº 7-8, jan/dez 2003.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas linguísticas: O que Falar Quer Dizer. In: ORTIZ, Renato. Bourdieu - Sociologia. São Paulo: Ática. Coleção Grandes Cientistas Sociais. V.39.1983.
BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015a.
BOURDIEU, Pierre. Os excluídos do interior. In: Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015b.
BOURDIEU, Pierre. Os três estados do capital cultural. In: Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015c.
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 8. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
BRAGA, Juliano e EVANGELISTA, Márcio. Distinções de gosto, por Pierre Bourdieu. (2024). Revista de Direito - Trabalho, Sociedade e Cidadania, 16(16), e162024109.
BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Guia explica a classificação do audiovisual por idade. [Brasília]: Ministério da Justiça e Segurança Pública, 31 de maio de 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/guia-explica-a-classificacao-do-audiovisual-por-idade. Acesso em: 18/12/2025.
CARVALHO, Cibele Noronha de; GOUVEA, Maria Cristina Soares de. “Palavrão é o que não tem no corpo de Deus”: um estudo do obsceno infantil. Educação em Revista, v. 36, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-4698221704. Acesso em: 11/05/2026.
CERTEAU, Michel de. A cultura no plural. Campinas: Papirus, 1995.
DO VALLE, Lílian. A escola imaginária. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1997.
FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Edições Loyola, 1996.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1999.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
hooks, bell. Ensinando a transgredir. A educação como prática de liberdade. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2017.
KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação - episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.
LARROSA, Jorge e SKLIAR, Carlos. Babilônios somos: a modo de apresentação. In: LARROSA, Jorge e SKLIAR, Carlos. (org.). Habitantes de Babel. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.
MARTINS, Leda Maria. Performances da oralitura: corpo, lugar da memória. Santa Maria: Letras, 2003.
MOSBERGER, Edith Marlis de Camargo; DASSIE-LEITE, Ana Paula; ROSSETO, Robson. corpoVoz_espaço: a arte do corpo vivo com som e movimento. Revista Voz e Cena, Brasília, v. 05, n. 01, p. 133-155, jan./jun. 2024. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/vozecena/article/view/5435, acesso em 12/03/2026.
OLIVEIRA, Inês Barbosa de e ALVES, Nilda. Pesquisa no/do cotidiano das escolas: sobre redes de saberes. Rio de Janeiro: DP & A, 2001.
ORSI, Vivian. Tabu e preconceito linguístico. ReVEL, São Paulo, v. 9, n. 17, p. 334-348, ago. 2011. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/handle/11449/122427. Acesso em: 10/05/2026.
RANCIÈRE, Jacques. A partilha do Sensível: estética e política. São Paulo; Editora 34, 2009.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Clarice Cruz Terra

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
