Criminalizar el campo, plataformizar la escuela: soberanía digital como respuesta contrahegemónica
DOI:
https://doi.org/10.22481/redupa.v5i5.20678Palabras clave:
Educação do Campo, plataformización, capitalismo de vigilancia, soberanía digital, movimientos socialesResumen
Este trabajo, de naturaleza cualitativa y carácter exploratorio, analiza cómo la plataformización de la educación pública por las grandes corporaciones tecnológicas reconfigura los mecanismos superestructurales de dominación que inciden sobre la Educação do Campo, movimiento brasileño de educación campesina. Sostenemos que esta sufre un cerco doble: la deslegitimación simbólica operada por los medios hegemónicos, que etiquetan a los movimientos sociales y a los sujetos del campo, se actualiza en la circulación algorítmica, al mismo tiempo que se instala una dependencia material de las escuelas respecto de plataformas privadas transnacionales. La base empírica son 2.729 respuestas de docentes de la red pública municipal de Bahía, recogidas en el marco del Programa Formacampo. Los resultados indican fuerte dependencia de plataformas comerciales, precaria alfabetización crítica sobre el tratamiento de datos, ausencia de infraestructura pública básica y adhesión mayoritaria de los docentes a la premisa de la superioridad de los servicios privados. Defendemos, por tanto, la soberanía digital como categoría contrahegemónica capaz de responder a los dos frentes del cerco, en diálogo con las perspectivas freireana y decolonial.
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