O horário de atividade complementar (AC) na rede estadual da Bahia: implicações na atuação do coordenador pedagógico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/reed.v6i13.18033

Palavras-chave:

coordenação pedagógica, Horário de Atividade Complementar, formação continuada

Resumo

As políticas públicas de formação continuada reconhecem a escola como espaço privilegiado, em que o coordenador pedagógico, especialmente nos horários de AC, atua como mediador de processos formativos. O presente estudo tem como objetivo analisar a implementação de políticas educacionais voltadas à formação docente em serviço no estado da Bahia, tomando como eixo os horários de Atividade Complementar (AC) e sua gestão pela coordenação pedagógica. O percurso metodológico desta pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório-descritivo, envolveu análise documental da Lei nº 8.261/2002 e aplicação de questionário semiestruturado a coordenadores pedagógicos, cujos dados foram examinados pela técnica de Análise de Conteúdo de Bardin (2010). Conclui-se que os horários dedicados a Atividade Complementar (planejamento e formação) ainda enfrentam fragilidades decorrentes de especificidades das unidades escolares, o que evidencia a centralidade do coordenador pedagógico e a necessidade de políticas que garantam tempo, infraestrutura e valorização da escola como comunidade de aprendizagem.

 

Palavras-chave: Formação Continuada; Coordenação Pedagógica; Horário de Atividade Complementar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carla Maria Santana Matos, Secretaria de Educação do Estado da Bahia

Mestre em Educação Científica e Formação de Professores pela UESB. Coordenadora Pedagógica da Secretaria Estadual de Educação

Nara Maria Santos Oliveira Pinheiro

Especialista em Coordenação Pedagógica pela UFBA. Coordenadora Pedagógica da Secretaria Estadual de Educação.

Referências

BAHIA. Lei nº 8261 de 29 de maio de 2002. Dispõe sobre o estatuto do magistério público do ensino fundamental e médio do Estado da Bahia e dá outras providências. Brasília, DF, 2002. Disponível em: https://leisestaduais.com.br/ba/lei-ordinaria-n-8261-2002-bahia-dispoe-sobre-o-estatuto-do-magisterio-publico-do-ensino-fundamental-e-medio-do-estado-da-bahia-e-da-outras-providencias. Acesso em: 10 ago. 2024.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2010.

BARROSO, J. O Estado, a Educação e a Regulação das Políticas Públicas. Educação & Sociedade, Campinas, São Paulo, v. 26, n. 92, p. 725-751, Especial, 2005.

BRASIL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Brasília, DF, 1971. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1970-1979/lei-5692-11-agosto-1971-357752-publicacaooriginal-1-pl.html. Acesso em: 15 set. 2025.

CHERVEL, A. História das disciplinas escolares: reflexões sobre um campo de pesquisa. In: Teoria e Educação, Porto Alegre, n. 2, p. 177-229, 1990. Disponível em: https://moodle.fct.unl.pt/pluginfile.php/122510/mod_resource/content/0/Leituras/Chervel01.pdf. Acesso em: 15 set. 2025.

DAY, C. Desenvolvimento profissional de professores: os desafios da aprendizagem permanente. Tradução de Maria Assunção Flores. Porto: Porto Editora, 2001.

FERREIRA, L. G. Desenvolvimento profissional e carreira docente brasileira: interseções e diálogos com professores da Educação Básica. Campinas, SP: Pontes Editores, 2023.

FERNANDES, R. C. de A. Educação continuada, trabalho docente e coordenação pedagógica: uma teia tecida por professoras e coordenadoras. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

FERRAZ, R. D.; FERREIRA, L. G.; SILVA, M. C. da. Elementos para se pensar na organização do trabalho pedagógico docente no ensino remoto. Revista de Estudos em Educação e Diversidade, Itapetinga, v. 3, n. 8, p. 1-22, abr./jun., 2022.

FERRAZ, R. D.; ALMEIDA, S. T. de. Planejamento no ensino remoto: desafios e estratégias na organização do trabalho de professores da educação básica. Revista de Estudos em Educação e Diversidade, Itapetinga, v. 4, n. 11, p. 1–21, jan./dez., 2023.

FORQUIN, J. C. Saberes escolares, imperativos didáticos e dinâmicas sociais. Teoria e Educação. Porto Alegre, n. 5, p. 28-49, 1992.

GODOY, C. R. de. A mediação do coordenador pedagógico. 2006. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade de São Marcos, São Paulo, 2006.

IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2011.

LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 6. ed. rev. e ampl. Goiânia: Editora Alternativa, 2011.

NÓVOA, A. Professores: imagens do futuro presente. Lisboa: Educa, 2009.

OLIVEIRA, E. G de; NUNES, C. P. O coordenador pedagógico nas políticas públicas de educação do Brasil. Olhar de Professor, v. 26, p. 1-25, 2023.

OLIVEIRA, D. A. Das políticas de governo à política de Estado: reflexões sobre a atual agenda educacional brasileira. Educação & Sociedade, Campinas, v. 32, n. 115, p. 323-337, abr./jun., 2011.

OLIVEIRA-FORMOSINHO, J. Desenvolvimento profissional dos professores. In: OLIVEIRA-FORMOSINHO, J. (coord.), Formação de professores: aprendizagem profissional e acção docente. Porto: Porto Editora, 2009. p. 221-284.

PALMA, G. A ação mediadora da supervisão escolar e a ruptura de práticas tradicionais: uma reorganização do tempo e do espaço escolar. 2007. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2007.

PLACCO, V. M. N. S.; ALMEIDA, L. R.; SOUZA, V. L. T. (coord.). O coordenador pedagógico e a formação de professores: intenções, tensões e contradições. 2011. Relatório de pesquisa desenvolvida pela Fundação Carlos Chagas por encomenda da Fundação Victor Civita. São Paulo: FVC, 2011.

PLACCO, V. M. N. S.; SOUZA, V. L. T. Desafios ao coordenador pedagógico no trabalho coletivo da escola: intervenção ou prevenção? In: PLACCO, V. M. N. S.; ALMEIDA, L. R. (org.). O coordenador pedagógico e os desafios da educação 2. ed. São Paulo: Loyola, 2010a. p. 25-36.

PLACCO, V. M. N. S. (org.). O coordenador pedagógico e o atendimento à diversidade. São Paulo: Loyola, 2010b.

Downloads

Publicado

2025-10-29

Como Citar

MATOS, Carla Maria Santana; PINHEIRO, Nara Maria Santos Oliveira. O horário de atividade complementar (AC) na rede estadual da Bahia: implicações na atuação do coordenador pedagógico. Revista de Estudos em Educação e Diversidade - REED, [S. l.], v. 6, n. 13, p. 1–16, 2025. DOI: 10.22481/reed.v6i13.18033. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/reed/article/view/18033. Acesso em: 7 dez. 2025.

Edição

Seção

Artigos