Residência Pedagógica em Língua Portuguesa: memórias, reflexões e experiências na busca de uma educação atenta às relações étnico-raciais
DOI:
https://doi.org/10.22481/riduesb.v9i1.14737Resumen
O presente texto é escrito por uma estudante residente do subprojeto de Língua Portuguesa, do Programa Residência Pedagógica (PRP), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Centro de Formação de Professores (CFP). Esta escrita parte de inquietações do sujeito mulher negra e professora em formação e como esse reconhecimento incide em seu fazer docente em construção, bem como da importância e necessidade de um ensino pautado na educação e relações étnico-raciais e no que preconiza a Lei 10.639/03. Além disso, destaca-se a formação de professores sob óticas que enfatizem as questões de raça/racismo na sociedade, sobretudo na escola, e a carência da contínua busca de professores em formação, e docentes já atuantes, por conhecimentos que os encaminhem para um fazer consciente e antirracista. É também pensando na escola, como um lugar que não se deve subsistir as máscaras de silenciamentos virtuais (Kilomba, 2019), que se afirma o dever do educador em estar atento a não reprodução de modelos excludentes dos sujeitos negros, instituindo-se, a partir disso, uma “pedagogia da implosão” (Pinheiro, 2023). Por fim, enfatiza-se a relevância de Programas como o PRP para a formação docente de qualidade.
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