A Neca de Amara Moira: uma voz Pajubeyra
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v15i2.15314Palavras-chave:
Adriana Cavarero, Amara Moira, Expressão Vocal, Pajubá, VozResumo
Frases como “Precisamos dar voz a essas pessoas”, “Elas precisam ser escutadas” e tantas outras proliferam-se à sociedade, principalmente nos movimentos sociais de grupos que têm a humanidade (re)negada. As chamadas “minorias de direitos”, assim, criam estratégias de sobrevivência e de r(e)xistência em espaços vistos como monstruosos, como as ruas, esquinas, periferias, bailes funk, vielas etc. O pajubá – tecnologia transcestral e linguística criado pelas travestis – é um excelente exemplo em que as vozes que ecoam das paredes desses locais gritam palavras de ordem, defendendo o direito à vida e da margem como o centro. Portanto, este texto abordará algumas reflexões a partir da filosofia da expressão vocal, da filósofa e teórica Adriana Cavarero, em diálogo com o Neca (2021), de Amara Moira, monólogo totalmente escrito em pajubá, onde as vivências da sua puta-travesti são protagonizadas no palco da vida (e das ruas).
Downloads
Referências
Araujo GC. Bajubá: memórias e diálogos das travestis. Jundiaí: Paco Editorial; 2019.
Bezerra IR. A desconstrução da metafísica em Vozes Plurais, de Adriana Cavarero. Anuário Lit. 2021; 26: 1-16.
Benevides BG. Dossiê: assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2022. Brasília: Distrito Drag/Antra; 2023.
Cavarero A. The desire for one’s story. In: Cavarero A. Relating narratives: storytelling and selfhood. London: Routledge; 2000. p. 32–45.
Cavarero A. Vozes Plurais: Filosofia da expressão vocálica. Belo Horizonte: UFMG; 2011.
Charaudeau P. Linguagem e discurso: modos de organização. 2. ed. São Paulo: Contexto; 2014.
Dias T. A política da voz e do dizer segundo Adriana Cavarero. Cad Ética Filos Polít. 2021; 39(2): 57–68.
Lima CHL. Linguagens Pajubeyras: re(ex)sistência cultural e subversão da heteronormatividade. Salvador: Devires; 2017.
Machado IL. Reflexões sobre uma corrente de análise do discurso e sua aplicação em narrativas de vida. Coimbra: Grácio; 2016.
Marcuschi LA. Oralidade e Escrita. Signótica. 1997; 9: 119-145.
Moira A. Neca + 20 poemetos travessos. Uberlândia: O Sexo da Palavra; 2021.
Nascimento LCP. Transfeminismo. São Paulo: Jandaíra; 2021.
Oliveira SE. A língua afiada da Aurélia. Rev Ecos. 2022; 32(1): 211-226.
Passos MCA. Pedagogias das Travestilidades. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 2022.
Prada M. Putafeminista. São Paulo: Veneta; 2018.
Preciado PB. Multidões queer: notas para uma política dos 'anormais'. In: Hollanda HB (Org.). Pensamento feminista: conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo; 2019.
Ravena I. Protóteses para travecometodologias de criação em arte contemporânea. Rev Poiésis. 2022; 23(40): 95-103. Disponível em: https://periodicos.uff.br/poiesis.
Silva JC. Bajubá Odara: resumo histórico do nascimento social de travestis e transexuais do Brasil. Picos: Jovanna Cardoso da Silva; 2021.
Soares TB. A voz na Filosofia: um trajeto da voz como unidade do discurso filosófico. Memorare. 2022; 9(2): 72-88.
Vieira PA. A prostituta: do universo bíblico à sociedade contemporânea. In: Anais do III CONEDU; 2016. Campina Grande: Realize; 2016. Disponível em: https://editorarealize.com.br.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 fólio - Revista de Letras

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.