A Neca de Amara Moira: uma voz Pajubeyra

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v15i2.15314

Palavras-chave:

Adriana Cavarero, Amara Moira, Expressão Vocal, Pajubá, Voz

Resumo

Frases como “Precisamos dar voz a essas pessoas”, “Elas precisam ser escutadas” e tantas outras proliferam-se à sociedade, principalmente nos movimentos sociais de grupos que têm a humanidade (re)negada. As chamadas “minorias de direitos”, assim, criam estratégias de sobrevivência e de r(e)xistência em espaços vistos como monstruosos, como as ruas, esquinas, periferias, bailes funk, vielas etc. O pajubá – tecnologia transcestral e linguística criado pelas travestis – é um excelente exemplo em que as vozes que ecoam das paredes desses locais gritam palavras de ordem, defendendo o direito à vida e da margem como o centro. Portanto, este texto abordará algumas reflexões a partir da filosofia da expressão vocal, da filósofa e teórica Adriana Cavarero, em diálogo com o Neca (2021), de Amara Moira, monólogo totalmente escrito em pajubá, onde as vivências da sua puta-travesti são protagonizadas no palco da vida (e das ruas).

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Publicado

24.12.2024

Como Citar

FERREIRA BARBOZA, Ádrian; ANTÔNIO ASSIS LIMA, Marcus; LUIS MITIDIERI PEREIRA, André. A Neca de Amara Moira: uma voz Pajubeyra. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 15, n. 2, p. 24–44, 2024. DOI: 10.22481/folio.v15i2.15314. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/15287. Acesso em: 9 jun. 2026.

Edição

Seção

DOSSIÊ