ORALIDADE, PROCESSOS IDENTITÁRIOS E ESTEREÓTIPOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Resumo
Num ambiente heterogêneo e marcado por choques culturais, as manifestações discursivas dos estudantes revelam traços peculiares dos meios sociais dos quais eles provêm e nos quais eles se encontram inseridos. Pretende-se, pois, analisar como se estabelece, na concretude do discurso, a tríade entre oralidade, processo identitário e fixação de estereótipos em uma sala de aula de escola pública. As respostas enunciadas nas diversas situações e pelos diferentes grupos indicam que tanto professores como alunos acreditam na existência de relações diretas entre uso de variantes linguísticas, o comportamento e o desempenho escolar. Os resultados evidenciam que as manifestações linguísticas traçam contornos identitários, ao tempo em que incitam a fixação de preconceitos, de estigmas e, no extremo, levam à invisibilidade e ao assujeitamento dos falantes.
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