Olhar dos muros da cidade: uma cartografia discursiva do infraordinário
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v17i1.18734Palavras-chave:
Pichação, Discurso urbano, Olhar, Análise de discurso, Infraordinário, Ideologia neoliberalResumo
Como olhar e ver aquilo que nos rodeia? Interpelados pela ideologia neoliberal que nos diz que precisamos ser donos do nosso próprio destino, que somos os responsáveis por aquilo que nos acontece, que não há tempo a desperdiçar, estamos sempre correndo atrás de algo, com pressa. Em um desses dias comuns, vivendo o “infraordinário” enquanto ia para a universidade, flagrei em um muro pelo caminho: Olhar. Então olho e vejo, em um segundo de atenção ao momento presente. Parece que a cidade fala, me diz alguma coisa. Uma pichação, em um muro qualquer da cidade de Chapecó (SC). Olhar. Paro e olho, e a partir dessa minha relação com esse discurso verbal, mas também imagético, começo a produzir sentidos. Qual a diferença entre olhar e ver? Vejamos então por onde meu olhar irá me guiar.
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