O INGLÊS COMO LÍNGUA FRANCA NA VISÃO DOS PROFESSORES EM EXERCÍCIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Abstract
Considerando a necessidade de ampliação do debate sobre o escopo do Inglês como Língua Franca na educação básica, o presente artigo traz para discussão a visão dos professores egressos do curso LEMI/PARFOR/UESC sobre suas concepções acerca do referido conceito. Através das contribuições teóricas de Jenkins (2006; 2009), Jordão (2014), Kachru (1985; 1994), McArthur (1992; 1999; 2001; 2004), Rajagopalan (2009; 2010; 2011; 2012a; 2012b), Seidlhofer (2001; 2003; 2005), Siqueira (2011; 2012; 2014; 2015) entre outros, o estudo, primeiramente, faz uma breve revisão bibliográfica de alguns dos termos a partir dos quais o inglês é denominado e, em seguida, discute as respostas dos professores aludidos com base nos pressupostos da análise de conteúdos de Bardin (1977). Os resultados revelam que mais de 50% dos respondentes desconhecem o termo. Dessa forma, entende-se que, embora as reflexões sobre esse novo desígnio do inglês estejam cada vez mais ganhando espaço no contexto do ensino-aprendizagem da língua e da formação docente inicial, urge a expansão destas reflexões na formação continuada e em outras esferas onde seja possível alcançar os professores em exercício.
Downloads
References
Assis-Peterson AA, Cox MIP. O inglês em tempos de globalização: para além do bem e mal. Calidoscópio. 2007 Jan/Abr; 5(1): 5-14.
Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977.
Berns M. English as a língua franca: a conversation with Margie Berns. In: Gimenez T, Calvo LCS, El Kadri MS (Orgs.). Inglês como língua franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011. p. 293-303.
Bernheim CT, Chauí MS. Desafios da universidade na sociedade do conhecimento: cinco anos depois da Conferência sobre Ensino Superior [Internet]. Brasília: UNESCO; 2008 [acesso em: 2015 Dez 19]. Disponível em: http://unesdoc.unesco.org.
Bolton K. World Englishes. In: Davies A, Elder C (Eds.). The handbook of applied linguistics. Oxford: Blackwell; 2004. p. 367-396.
Brasil. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União. 1996 Dez 23. Disponível em: http://www.planalto.gov.br.
Brosch C. On the conceptual history of the term Lingua Franca. Apples – Journal of Applied Language Studies [Internet]. 2015 [acesso em: 2015 Jul 20]; 9(1): 71-85. Disponível em: http://apples.jyu.fi.
Brutt-Griffler J. World English: a study of its development. Clevedon: Multilingual Matters; 2002.
Calvo LCS, El Kadri MS. Mapeamento de estudos nacionais sobre inglês como língua franca: lacunas e avanços. In: Calvo LCS, et al (Orgs.). Inglês como língua franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011. p. 17-44.
Canagarajah S. Lingua franca English, multilingual communities, and language acquisition. The Modern Language Journal [Internet]. 2007 [acesso em: 2015 Nov 4]. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com.
Crystal D. English as a global language. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press; 2003.
Crystal D. A revolução da linguagem. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 2005.
Erling EJ. The many names of English: a discussion of the variety of labels given to the language in its worldwide role. English Today. 2005 Jan; 21(1): 40-44.
European Commission. Lingua franca: chimera or reality? Studies on translation and multilingualism. 2011; 1(1).
Gimenez T, et al. Inglês como língua franca: desenvolvimentos recentes. Revista Brasileira de Linguística Aplicada. 2015; 15(3): 593-619.
Graddol D. English Next [Internet]. UK: British Council; 2006 [acesso em: 2006 Ago 8]. Disponível em: http://englishagenda.britishcouncil.org.
House J. English as a língua franca: a threat to multilinguism? Journal of Sociolinguistics. 2003 Nov; 7(4): 556-578.
Hülmbauer C, Böhringer H, Seidlhofer B. Introducing English as a lingua franca (ELF): precursor and partner in intercultural communication. Synergies Europe. 2008; (3): 25-36.
Ives P. Global English: linguistic imperialism or practical lingua franca? Studies in Language and Capitalism [Internet]. 2006; (1): 121-141. Disponível em: http://www.languageandcapitalism.info.
Jenkins J. The phonology of English as an international language: new models, new norms, new goals. Oxford: Oxford University Press; 2000.
Jenkins J. Current perspectives on teaching world Englishes and English as a lingua franca. TESOL Quarterly. 2006 Mar; 40(1): 157-181.
Jenkins J. English as a língua franca: attitude and identity. Oxford: Oxford University Press; 2007.
Jenkins J. English as a lingua franca: interpretations and attitudes. World Englishes. 2009 Jun; 28(2): 200-207.
Jenkins J, Cogo A, Dewey M. Review of developments in research into English as a lingua franca. Language Teaching. 2011 Jul; 44(3): 281-315.
Jordão CM. ILA – ILF – ILE – ILG: quem dá conta? Revista Brasileira de Linguística Aplicada. 2014; 14(1): 13-40.
Kachru BB, Smith LE. Editorial. World Englishes. 1985; (4): 209-212.
Kachru BB. Standards, codification and sociolinguistic realism: the English language in the outer circle. In: Quirk R, Widdowson HG (Eds.). English in the world: teaching and learning the languages and literatures. Cambridge: Cambridge University Press; 1985. p. 11-30.
Kachru BB. The speaking tree: a medium of plural canons. GURT: Georgetown University Round Table on Language and Linguistics. 1994; p. 6-22.
Llurda E. Non-native-speaker teachers and English as an international language. Lleida: University of Lleida; Blackwell; 2004.
Marlina R. The pedagogy of English as an international language (EIL): more reflections and dialogues. In: Giri R, Marlina R (Eds.). The pedagogy of English as an international language. Switzerland: Springer; 2014. p. 1-19.
McArthur T (Ed.). The Oxford companion to the English language. Oxford: Oxford University Press; 1992.
McArthur T. World or international or global English – and what is it anyway? GURT: Georgetown University Round Table on Language and Linguistics. 1999; p. 396-403.
McArthur T. World English and world Englishes: trends, tendencies, varieties and standards. Language Teaching. 2001; 34(1): 1-20.
McArthur T. Is it world or international or global English, and does it matter? English Today. 2004 Jul; 20(3): 3-15.
Nunes ZAA. Afinal, que história é essa de inglês internacional. Caderno Seminal Digital. 2006 Jul/Dez; 6(6): 95-198.
Pallu NM. Que inglês utilizamos e ensinamos?: reinterpretações de professores sobre o processo de ensino e aprendizagem do inglês contemporâneo [tese]. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; 2013.
Rajagopalan K. The concept of ‘World English’ and its implication for ELT. ELT Journal. 2004 Abr; 58(2).
Rajagopalan K. O inglês como língua internacional na prática docente. In: Lima DC (Org.). Ensino e aprendizagem de língua inglesa: conversas com especialistas. São Paulo: Parábola; 2009. p. 39-58.
Rajagopalan K. The rigmarole of intelligibility in World English(es) – or, on making sense of it all. Letras & Letras. 2010 Jul/Dez; 26(2): 477-492.
Rajagopalan K. O “World English” – um fenômeno muito mal compreendido. In: Gimenez T, et al (Orgs.). Inglês como língua franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011. p. 45-57.
Rajagopalan K. For the umpteenth time, the “native speaker”: or, why the term signifies less and less in the case of English as it spreads more and more throughout the world. In: Lima DC (Org.). Language and its cultural substrate: perspectives for a globalized world. Campinas: Pontes; 2012. p. 37-58.
Rajagopalan K. World English or World Englishes? Does it make any difference? International Journal of Applied Linguistics. 2012 Nov; 22(3): 374-391.
Samarin W. Lingua francas of the world. In: Fishman J (Ed.). Readings in the sociology of language. The Hague: Mouton; 1968. p. 660-672.
Seidlhofer B. Closing a conceptual gap: the case for a description of English as a lingua franca. International Journal of Applied Linguistics. 2001; 11(2): 133-158.
Seidlhofer B. A concept of international English and related issues: from real English to ‘realistic English’? [Internet]. Strasbourg: Council of Europe; 2003 [acesso em: 2015 Nov 23]. Disponível em: https://www.coe.int.
Seidlhofer B. Key concepts in ELT – English as a lingua franca. ELT Journal. 2005 Out; 59(4): 339-341.
Sharifian F (Ed.). English as an international language: perspectives and pedagogical issues. Clevedon: Multilingual Matters; 2009.
Siqueira S. Inglês como língua franca: o desafio de ensinar um idioma desterritorializado. In: Gimenez T, et al (Orgs.). Inglês como língua franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011. p. 87-115.
Siqueira S, Anjos F. Ensino de inglês como língua franca na escola pública: por uma crença no seu (bom) funcionamento. Muitas Vozes. 2012; 1(1): 127-149.
Siqueira S, Souza J. Inglês como língua franca e a esquizofrenia do professor. Estudos Linguísticos e Literários. 2014 Jul/Dez; (50): 31-64.
Siqueira S. O desenvolvimento da consciência cultural crítica como forma de combate à suposta alienação do professor brasileiro de inglês. Revista Inventário [Internet]. 2005 Jul; (4). Disponível em: http://www.inventario.ufba.br.
Smith L. English as an international auxiliary language. RELC Journal. 1976; 7(2): 38-42.
Toolan M. Recentering English: New English and global. English Today. 1997; 13(4): 3-10.
UNESCO. The use of vernacular languages in education. Paris: UNESCO; 1953.
Ur P. English as a lingua franca: a teacher’s perspective. Cadernos de Letras da UFRJ. 2010; (27): 85-92.
Vieira-Abrahão MH. Metodologia na investigação das crenças. In: Barcellos AMF, Vieira-Abrahão MH (Orgs.). Crenças e ensino de línguas: foco no professor, no aluno e na formação de professores. Campinas: Pontes; 2006. p. 219-231.
Vikør L. Lingua franca and international language. In: Ammon U (Ed.). Sociolinguistics: an international handbook of the science of language and society, v. 1. 2. ed. Berlin: De Gruyter; 2004. p. 328-335.
Widdowson HG. The ownership of English. TESOL Quarterly. 1994; (28): 377-388.
Widdowson HG. ELF and the inconvenience of established concepts. Journal of English as a Lingua Franca. 2012; 1(1): 5-26.
Widdowson HG. ELF and the pragmatics of language variation [Palestra]. 7th International Conference of Lingua Franca; 2014 Set 4; Atenas, Grécia.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2018 fólio - Revista de Letras

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.