(DES)CONSTRUINDO AS FRONTEIRAS DO INGLÊS SEM FRONTEIRAS
Abstract
No Brasil, uma das ações criadas para amenizar a defasagem no ensino aprendizagem dessa Língua é o Inglês sem Fronteiras (IsF), onde são disponibilizados alguns materiais didáticos, tais como e-book e livro de leituras. Essa pesquisa visa (des)construir as fronteiras do IsF no que diz respeito a análise da (não)apresentação de aspectos multiculturais e de variação linguística nos textos verbais e não verbais dos livros para o nível intermediário. Para isso, utilizamos a análise de conteúdo e os filtros de análise cultural propostos por Byram(1991), categorizando qualitativamente os aspectos culturais e linguísticos exibidos nesses livros. Desse modo foi possível observar que o material disponibilizado para o nível intermediário é bastante raso no que diz respeito à apresentação de aspectos multiculturais do idioma, tendo em vista que um livro de um curso tão abrangente deveria promover essa integração cultural de forma mais latente e visível.
Downloads
References
Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edição 70; 1977.
Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edição 70; 2004.
Byram M. Teaching culture and language: towards an integrated model. In: Buttjes D, Byram M. Mediating languages and cultures. Philadelphia: Multilingual Matters; 1991.
Castro CA. Produção e circulação de livros no Brasil: dos Jesuítas (1550) aos militares (1970). Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação. 2005; (20): 92-103.
Choppin A. História dos livros e das edições didáticas: sobre o estado da arte. Educação e Pesquisa. 2004 Set/Dez; 30(3): 549-566.
Crystal D. English as a global language. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press; 2003.
Crystal D. A revolução da linguagem. Tradução de Ricardo Quintana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 2005.
Dias LH. Uma lente cultural sobre o livro didático de língua inglesa [dissertação]. Brasília: Universidade de Brasília; 2006.
El Kadri MS. Inglês como Língua Franca: atitudes de formadores. In: Gimenez T, Calvo LCS, El Kadri MS (Orgs.). Inglês como Língua Franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011.
Freitag B, Costa WF da, Motta VR. O livro didático em questão. São Paulo: Cortez; 1989.
Gimenez T, Calvo LCS, El Kadri MS (Orgs.). Inglês como Língua Franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011.
Lado R. How to compare two cultures. In: Valdes JM (Ed.). Culture bound. Cambridge: Cambridge University Press; 2002.
Leffa VJ. Língua estrangeira hegemônica e solidariedade internacional. In: Karwoski AM, Boni VFCV (Orgs.). Tendências contemporâneas no ensino de inglês. União da Vitória: Kaygangue; 2006.
Lederach JP. Preparing for peace: conflict transformation across cultures. Syracuse: Syracuse University Press; 1995.
Linton R. The cultural background of personality. USA: Appleton Century; 1945.
McKay SL. Teaching English as an international language: rethinking goals and approaches. Hong Kong: Oxford University Press; 2002.
Moita Lopes LP. Por uma linguística aplicada (in)disciplinar. São Paulo: Parábola; 2006.
Mucheroni ML, André JN. Proposta de análise do e-book em 4 aspectos. In: Anais do XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB). Florianópolis: UFSC; 2013.
Oliveira AP de. O desenvolvimento da competência comunicativa intercultural no ensino de inglês como L2 [tese]. Salvador: Universidade Federal da Bahia; 2007.
Oliveira EC. Navegar é preciso! – o uso de recursos tecnológicos para um ensino-aprendizagem significativo de línguas estrangeiras. In: Pereira ALP, Gottheim L (Orgs.). Materiais didáticos para ensino de língua estrangeira: processos de criação e contextos de uso. Campinas: Mercado de Letras; 2013.
Paiva VLM de O. História do material didático. In: Dias R, Cristovão VLL (Orgs.). O livro didático de língua estrangeira: múltiplas perspectivas. Campinas: Mercado de Letras; 2009.
Parson T. Essays in sociological theory pure and applied. Glencoe: Free Press; 1957.
Rajagopalan K, Silva FL (Orgs.). A linguística que nos faz falhar. São Paulo: Parábola; 2004.
Rajagopalan K. O “World English” – um fenômeno muito mal compreendido. In: Gimenez T, Calvo LCS, El Kadri MS (Orgs.). Inglês como Língua Franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011.
Sacristán JG. Currículo e diversidade cultural. In: Silva TT, Moreira AF (Orgs.). Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais. Petrópolis: Vozes; 1995.
Santos JA, Lima DC. Dimensão cultural em livros-texto de inglês como língua estrangeira: um estudo comparativo. Cadernos IAT. 2009; 2(1): 139-159.
Santos JA. O papel colaborador de livros didáticos de língua inglesa na construção da identidade cultural do aprendiz [dissertação]. Vitória da Conquista: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 2011.
Siqueira SDP. Inglês como língua internacional: por uma pedagogia intercultural crítica [tese]. Salvador: Universidade Federal da Bahia; 2008.
Siqueira SDP. Inglês como língua franca: o desafio de ensinar um idioma desterritorializado. In: Gimenez T, Calvo LCS, El Kadri MS (Orgs.). Inglês como Língua Franca: ensino-aprendizagem e formação de professores. Campinas: Pontes; 2011.
Vilaça MLC. O material didático no ensino de língua estrangeira: definições, modalidades e papéis. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades. 2009.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2018 fólio - Revista de Letras

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.