DIREITOS HUMANOS, EDUCAÇÃO E MULTILETRAMENTOS

O USO DO INSTAGRAM NA FORMAÇÃO DO/A PROFESSOR/A DE LÍNGUA

Authors

  • Alexandre José Cadilhe Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

DOI:

https://doi.org/10.22481/folio.v2i10.4296

Keywords:

direitos humanos, multiletramentos, formação de professores de língua.

Abstract

Neste artigo, temos como objetivo principal construir uma compreensão sobre como professores/as em formação inicial engajam-se em práticas de (multi)letramentos no Instagram, de modo a participar socialmente da divulgação de informações sobre direitos humanos, com o intuito não só de formar o profissional crítico e ético no respeito à diversidade, como preconizado nas Diretrizes para Formação de Professores (BRASIL, 2015), mas também refletir sobre práticas que sejam plausíveis de serem desenvolvidas em salas de aula da Educação Básica. Para isso, articulamos três temas: os Direitos Humanos e sua apropriação pelo Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (BRASIL, 2007); os eventos e práticas de multiletramentos (ROJO, 2012; BARTON & LEE, 2015); e relação destes temas em uma proposta pedagógica desenvolvida por estudantes da Licenciatura em Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora, que culminou na produção de perfis do Instagram voltados a divulgação de informações relativas ao campo dos Direitos Humanos. Como resultado, foram identificadas práticas de letramentos multimodais, multilíngues, além de práticas de entextualização. Implicitamente, são inferidas as práticas de leitura, análise, seleção e avaliação de informações, bem como de produção de texto multimodal para composição das postagens. Estas contaram com textos diversificados: imagens do tipo slide, manchetes de notícias, poemas com fotos, dentre outros. No plano temático, as postagens foram igualmente variadas, privilegiando a noção de diversidade cultural. Questões ligadas a própria concepção de diretos humanos e temáticas sobre gênero e feminismo tiveram preponderância quando pensadas em relação ao tema indígena, por exemplo. Este estudo orienta-se por uma perspectiva de educação transgressora (HOOKS, 2013), onde estudantes e professores são engajados a participação conjunta na aprendizagem.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Alexandre José Cadilhe, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Professor Adjunto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Doutor em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

References

Barton D, Lee C. Linguagem online: textos e práticas digitais. São Paulo: Parábola; 2015.

Brasil. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Ministério da Educação; UNESCO; 2007.

Brasil. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Programa Nacional de Direitos Humanos. Brasília: SEDH/PR; 2010.

Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC/SECADI; 2013.

Brasil. Conselho Nacional de Educação. Resolução nº 2, de 1º de julho de 2015: Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial e continuada de professores. Brasília: CNE; 2015.

Candau VM. Direito à educação, diversidade e direitos humanos. In: Sacavino S (Org.). Educação em direitos humanos: pedagogias desde o Sul. Rio de Janeiro: 7 Letras; 2013. p. 38-55.

Fabricio BF. Transcontextos educacionais: gêneros e sexualidades em trajetórias de socialização na escola. In: Silva D, Ferreira D, Alencar C (Orgs.). Nova pragmática: modos de fazer. São Paulo: Cortez; 2014. p. 145-189.

Fridman LC. Vertigens pós-modernas: configurações institucionais contemporâneas. Rio de Janeiro: Relume-Dumará; 2018.

Fortes E. Apresentação. In: Silva AM, Tavares C (Orgs.). Políticas e fundamentos da educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez; 2010. p. 7-14.

Giddens A. Modernidade e identidade. Rio de Janeiro: Zahar; 2002.

Hooks B. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes; 2013.

Kleiman A. Modelos de letramento e práticas de alfabetização na escola. In: Kleiman A (Org.). Os significados do letramento. Campinas: Mercado de Letras; 1995. p. 16-64.

Lemke J. Letramento metamidiático: transformando significados e mídias. Trabalhos de Linguística Aplicada. 2010; 49(2): 455-479.

Oliveira e Paiva VM. A linguagem dos emojis. Trabalhos de Linguística Aplicada. 2016; 55(2): 379-399.

Rojo R. Pedagogia dos multiletramentos: diversidade cultural e de linguagens na escola. In: Rojo R, Moura E (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola; 2012. p. 11-31.

Silva AM. Direitos humanos na educação básica: qual o significado? In: Silva AM, Tavares C (Orgs.). Políticas e fundamentos da educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez; 2010. p. 41-63.

Santos BS. Direitos humanos: o desafio da interculturalidade. Revista Direitos Humanos. 2009; (2): 10-18.

Santos BS. Se Deus fosse um ativista em direitos humanos. São Paulo: Cortez; 2014.

Santos BS. Esquerda do mundo: uni-vos!. São Paulo: Boitempo; 2018.

Street B. Eventos de letramento e prática de letramento: teorias e práticas nos novos estudos de letramento. In: Magalhães I (Org.). Discursos e práticas de letramento. Campinas: Mercado de Letras; 2012. p. 69-92.

Street B. Letramentos sociais: abordagens críticas dos letramentos no desenvolvimento, na etnografia e na educação. São Paulo: Parábola; 2014.

Viola SE. Políticas de educação em direitos humanos. In: Silva AM, Tavares C (Orgs.). Políticas e fundamentos da educação em direitos humanos. São Paulo: Cortez; 2010. p. 15-40.

Published

2019-02-12

How to Cite

CADILHE, Alexandre José. DIREITOS HUMANOS, EDUCAÇÃO E MULTILETRAMENTOS: O USO DO INSTAGRAM NA FORMAÇÃO DO/A PROFESSOR/A DE LÍNGUA. fólio - revista de letras, [S. l.], v. 10, n. 2, 2019. DOI: 10.22481/folio.v2i10.4296. Disponível em: https://periodicos2.uesb.br/folio/article/view/4296. Acesso em: 22 may. 2026.