Queerificando a natureza: entre Frankenstein e Frankissstein
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v15i1.11733Palabras clave:
Natureza, Ecologia queer, Modernidade, Crise climática, Sensibilidade EcológicaResumen
O presente artigo é um exercício de pensamento que busca no romance Frankenstein, de Mary Shelley, as bases de uma sensibilidade ecológica que desestabiliza o conceito de natureza. Tal desestabilização será lida/interpretada ao lado de discussões sobre ecologia queer que colocam em xeque o caráter normativo da dita natureza. Em Frankisstein, interpretação contemporânea do romance de Mary Shelley, a escritora Jeanette Winterson retoma questões primordiais do romance oitocentista e evidencia os binarismos que informam o pensamento científico ocidental, principalmente, no que tange à aparente oposição natural/anti-natural. Os abandonos dos romances aqui serão lidos a partir de abalos climáticos e de teorias que desestabilizam as linhas invisíveis que demarcam os limites entre humanos e não-humanos, entendendo que tais demarcações se pautam em posições de poder.
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