Clitemnestra e as justas libações, em Electra, de Sófocles
DOI:
https://doi.org/10.22481/folio.v16i1.18110Palabras clave:
Clitemnestra, Direitos do cadáver, Electra, Sófocles, Ritos funeráriosResumen
As tragédias gregas antigas demostram o predomínio feminino nos ritos e o seu conflito com as leis da cidade (Andrade, 2020), que se consideram mais urgentes que os direitos reservados aos cadáveres. O teatro realiza essa discussão e rememora aos cidadãos quais os direitos reservados aos mortos são indispensáveis, independente das leis vigentes de Atenas. Nesse sentido observamos as cenas onde ocorreram libações feitas ao túmulo do rei Agamemnon na peça Electra, escrita por Sófocles. Parte da tragédia gira em torno das críticas tecidas pelas personagens em relação as oferendas fúnebres realizadas por Clitemnestra, acusando-a de impiedade por oferecer alimentos ao morto ao qual assassinou. Mesmo sendo alvo de protestos e ofensas, Clitemnestra não deixa de realizar as justas libações para garantir os direitos reservados ao cadáver.
Descargas
Citas
Andrade MM. A palavra de mulher: sobre a “voz das mulheres” e a história grega antiga. Rev Bras Hist. 2020; 40(84): 119-140.
Andrade MM. A política e a “vida comum”. PHOINIX. 2019; p. 124-140.
Andrade MM. A “cidade das mulheres”: a cidadania e alteridade feminina em Atenas Clássica. Rio de Janeiro: LHIA; 2001.
Andrade MM. O espaço funerário: comemorações privadas e exposição pública das mulheres em Atenas (séc. VI e IV a.C.). Rev Bras Hist. 2011; 31(61): 185-208.
Brandão JS. Teatro grego. Petrópolis: Vozes; 2001.
Burkert W. Religião grega na época clássica e arcaica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; 1993.
Coulanges F. A Cidade Antiga. São Paulo: Martin Claret; 2001.
Ésquilo. Agamêmnon. Tradução e notas de Jaa Torrano. Edição bilíngue. São Paulo: Iluminuras/FAPESB; 2004.
Ésquilo. Coéforas (Orestéia II). Estudo e tradução de Jaa Torrano. Edição bilíngue. São Paulo: Iluminuras; 2004.
Eurípides. As Suplicantes. Tradução, introdução e notas de José Ribeiro Ferreira. Porto Alegre: Movimento/Universidade de Coimbra; 2012.
Eurípides. Helena. Tradução, introdução e notas de José Ribeiro Ferreira. Porto Alegre: Movimento/Universidade de Coimbra; 2009.
Eurípides. Ifigênia em Áulis. In: Eurípides. Ifigênia em Áulis, As fenícias, As bacantes. Tradução de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 1992.
Lessa FS. O Feminino em Atenas. Rio de Janeiro: Mauad X; 2004.
Malta A. O Resgate do Cadáver: o último canto d’A Ilíada. São Paulo: Humanitas; 2000.
Matos KBS. Uma revisão historiográfica das mulheres de Atenas: As Bacantes como possibilidade de feminino. Mythos. 2021; 4(2): 201-216.
Otto WF. Dionísio: mito e culto. Madri: Siruela; 2001.
Pomeroy SB. Diosas, rameras, esposas y esclavas: mujeres en la antigüedad clásica. Madri: Akal; 1999.
Santos SF. Ritos fúnebres na Grécia Antiga: um espaço feminino. In: Anais do I Congresso Internacional de Religião, Mito e Magia no Mundo Antigo; 2010. p. 348-365.
Sófocles. Antígone. In: Almeida G, Vieira T. Três tragédias gregas. Edição bilíngue. São Paulo: Perspectiva; 1997. p. 15-132.
Sófocles. Electra. Tradução e notas de Orlando Luiz de Araújo. Edição bilíngue. Fortaleza: Substânsia; 2014.
Thiercy P. Tragédias gregas. Porto Alegre: L± 2009.
Vernant JP. O Universo, os deuses e os homens. São Paulo: Companhia das Letras; 2000.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 fólio - revista de letras

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.